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Janio de Freitas vê “cansaço na humanidade” e alerta para passividade global frente a guerras

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Janio de Freitas vê “cansaço na humanidade” e alerta para passividade global frente a guerras

Durante o Três Pontos desta quarta-feira (17), o jornalista afirmou que a humanidade vive um processo de esgotamento coletivo enquanto guerras, massacres e crises humanitárias avançam sem reação proporcional

Janio de Freitas vê “cansaço na humanidade” e alerta para passividade global frente a guerras

Foto: Reprodução/Youtube

Por: Metro1 no dia 17 de junho de 2026 às 12:34

Atualizado: no dia 17 de junho de 2026 às 12:47

A dificuldade de mobilização da sociedade diante de guerras, massacres e retrocessos políticos foi apontada pelo jornalista Janio de Freitas como um dos principais sinais de esgotamento da humanidade contemporânea. Durante o programa Três Pontos desta quarta-feira (17), ele analisou a apatia social em meio ao agravamento dos conflitos no Oriente Médio, às milhares de mortes registradas em Gaza e no Líbano e à postura do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que, segundo ele, tem ampliado tensões internacionais sem encontrar resistência significativa dentro ou fora de seu país.

“Mas, em todo caso, pode-se dizer que, com toda certeza, nessa composição de motivos, está presente um cansaço da humanidade. Curiosamente, é um cansaço da humanidade consigo mesmo. Não é só com o poder. Há um certo desinteresse, um certo tédio em relação aos problemas propriamente humanos”, disse Janio sobre a apatia social que tem assolado o século 21.

Ao desenvolver a análise, Janio afirmou que esse desinteresse coletivo se manifesta no enfraquecimento de organizações que historicamente atuavam na defesa de direitos e causas sociais. Para ele, sindicatos praticamente desapareceram do debate público, enquanto parte das igrejas passou a priorizar disputas políticas. O jornalista também observou que a mídia vive um período de desgaste e perdeu capacidade de mobilizar a opinião pública diante de problemas que afetam a própria humanidade.

“Você vê que não há movimentação, pelo menos, em defesa de causas sociais, propriamente ditas. Esse é um movimento típico de segmentos da humanidade em defesa da própria humanidade. Isso desapareceu, sumiu. Não se ouve falar mais em organizações do tipo sindicatos, por exemplo, que eram forças de parcelas da humanidade, em defesa de parcelas da própria humanidade. Sumiu”, disse.

Para o jornalista, o cenário se torna ainda mais preocupante quando observado sob a ótica da política internacional. Segundo ele, a facilidade com que Trump interfere em conflitos e estimula confrontos não encontra precedentes históricos recentes. “Nunca houve uma coisa parecida, muito menos nessa dimensão”, apontou. O jornalista afirmou ainda que a falta de reação diante das tragédias revela a profundidade da crise atual: “Faça vista o caso de Gaza. Massacre brutal. E não há nada que faça parar aquilo”. Ao mencionar também o avanço da violência sobre o Líbano, concluiu que o mundo segue mergulhado em uma escalada de “irresponsabilidade e perversidade”, sem respostas proporcionais à gravidade dos acontecimentos.

Confira o programa na íntegra: