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Noa fala sobre encontro entre fado e ritmos brasileiros e diz que música pode levar a “êxtase de comunhão”

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Noa fala sobre encontro entre fado e ritmos brasileiros e diz que música pode levar a “êxtase de comunhão”

Em entrevista ao Jornal da Cidade, cantora portuguesa defende aproximação entre culturas musicais e afirma que gêneros são “ferramentas” para chegar à essência da música

Noa fala sobre encontro entre fado e ritmos brasileiros e diz que música pode levar a “êxtase de comunhão”

Foto: Metropress/Izabela Prazeres

Por: Metro1 no dia 23 de junho de 2026 às 18:44

A cantora portuguesa Noa defendeu, em entrevista ao Jornal da Cidade, nesta terça-feira (23), que a mistura entre fado e ritmos brasileiros como forró e baião vai além de uma proposta estética e deve ser entendida como uma forma de aproximação cultural e emocional entre diferentes públicos. Para ela, o encontro entre estilos musicais distintos pode levar a uma experiência coletiva de conexão. “Aquilo que eu quero não é só misturar por misturar, é tentar mostrar às pessoas que há algo em comum, em comunhão”, afirmou.

Noa destacou que gêneros musicais funcionam como instrumentos para atingir uma dimensão mais profunda da experiência sonora. “Acaba por ser só uma ferramenta para se chegar àquele êxtase musical. Começa por ser música, mas depois passa a ser só essência”, disse.

A cantora também reforçou a ideia de que esse processo tem um caráter formativo. Ela classificou a proposta como um “trabalho educacional”, ao defender que diferentes estilos populares podem aproximar ouvintes com referências musicais distintas.

Ao falar sobre o fado, a artista ressaltou o peso emocional do gênero português e a necessidade de vivência para interpretá-lo. “É preciso ter quilómetros de vida para cantar fado”, afirmou, ao destacar que a profundidade da canção não depende apenas da técnica vocal.

Noa também comentou a presença das casas de fado em Portugal, onde o gênero é mantido de forma contínua, e comparou com o Brasil, ao dizer que a preservação cotidiana de ritmos tradicionais ocorre de maneira diferente entre os países.

Confira a entrevista na íntegra: