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Após denúncias, diretor de Iluminação atribui parte da escuridão em Salvador a vandalismo na rede
Gestor afirma que ações criminosas, chuvas e maresia comprometem a rede e diz que a prefeitura estuda mudanças para reduzir os danos

Foto: Metropress/Fernanda Villas
Após reclamações de moradores sobre falhas na iluminação pública em diferentes pontos de Salvador, o diretor de Iluminação Pública (Dsip), Ângelo Magalhães Neto, respondeu às críticas durante entrevista ao Metropole Mais, nesta terça-feira (30). Segundo ele, parte das ocorrências está relacionada ao aumento dos furtos de luminárias, dos atos de vandalismo e a fatores como as fortes chuvas e a maresia.
De acordo com o diretor, os furtos e a depredação do patrimônio público cresceram mais de 23% em relação ao mesmo período do ano passado e causaram um prejuízo de quase R$ 2 milhões no primeiro semestre deste ano.
"Tivemos um aumento substancial de mais de 23% comparado ao mesmo período do ano passado. Isso representa, já nesse primeiro semestre, quase R$ 2 milhões só de furtos de luminárias e depredação do nosso patrimônio", afirmou.
Ao citar as reclamações em Stella Maris, Ângelo disse que o bairro está entre os mais afetados pela ação criminosa. Segundo ele, cerca de 300 luminárias foram furtadas na região em 2025 e outras 100 neste ano, mesmo após a reposição dos equipamentos.
"Nós fizemos toda a reposição dessas luminárias em Stella Maris e já estamos estudando um novo projeto luminotécnico para toda a orla, aumentando a altura dos postes para dificultar o acesso dos criminosos", disse.
Sobre as queixas envolvendo o Dique do Tororó, o diretor afirmou que o local também tem sido alvo frequente de furtos, e isso resulta a má iluminação. "É um dos pontos mais atacados da nossa cidade. Só nesse período, ali no Viaduto Rômulo Almeida, foram mais de 2 mil metros de cabos furtados", declarou.
Ainda segundo Ângelo, as fortes chuvas e a maresia também dificultam a manutenção da rede de iluminação, especialmente nas áreas próximas à orla. "Chuva e energia não combinam. Nós temos a maior orla entre as cidades do país e uma orla bastante salitrosa. Então existem pontos em que precisamos fazer manutenção constantemente", explicou.
Confira na íntegra:
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