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Caso Eduarda: Jornalista avalia que tragédia em salto expõe cultura da "performance" nas redes
Em entrevista, jornalista afirma que o registro da experiência acabou recebendo mais atenção do que a própria segurança da vítima

Foto: Reprodução/Youtube
Para a jornalista, o episódio simboliza uma lógica em que a preocupação com a imagem supera, em alguns casos, a própria segurança. “O que mais me chamou atenção ali foi que Maria Eduarda estava com uma câmera amarrada ao corpo dela para filmar este momento. Eles esqueceram de amarrar a corda para sustentar ela e não causar a morte dela, mas lembraram de amarrar a câmera. Se a gente pensar na questão das redes sociais, de como, na verdade, a gente tem vivido como se fosse uma performance eterna para as redes. Não é viver, é mostrar a vida nas redes. Não exatamente a vida que importa, mas a imagem da vida”, afirmou.
A jornalista também destacou que a atenção dos usuários se tornou um dos principais ativos econômicos das plataformas digitais. Na avaliação dela, o tempo dedicado às redes sociais tem consequências diretas sobre a forma como as pessoas vivenciam o cotidiano e distribuem seu foco.
“O grande capital que a gente tem hoje para oferecer é justamente essa nossa atenção, esse tempo, esse capital que sustenta as próprias redes. Sem a nossa atenção, não existiria rede social. O brasileiro passa em média quatro horas por dia na rede social, somos a terceira população do mundo que mais passa tempo nas redes. É muito tempo dedicado; se estamos prestando atenção nisso, estamos deixando de prestar atenção em outra coisa”, concluiu.
Confira entrevista na íntega:
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