Quinta-feira, 16 de julho de 2026

Faça parte do canal da Metropole no WhatsApp

Home

/

Notícias

/

Rádio Metropole

/

“O rádio não vai ser esquecido”, diz Dina Rachid sobre Museu do Rádio Itinerante

Rádio Metropole

“O rádio não vai ser esquecido”, diz Dina Rachid sobre Museu do Rádio Itinerante

Projeto aprovado pela percorrerá cinco cidades baianas para preservar a história da radiodifusão

“O rádio não vai ser esquecido”, diz Dina Rachid sobre Museu do Rádio Itinerante

Foto: Metropress- Fernanda Vilas

Por: Metro1 no dia 15 de julho de 2026 às 18:10

O Museu do Rádio Itinerante, idealizado pela radialista Dina Rachid, foi aprovado pelo Ministério da Cultura para captação de recursos por meio da Lei Rouanet e percorrerá Salvador, Feira de Santana, Ilhéus, Vitória da Conquista e Juazeiro. Em entrevista ao Jornal da Cidade, Dina afirmou que o projeto nasceu do desejo de retribuir ao rádio tudo o que o veículo representou em sua trajetória. “Eu fiquei pensando o que eu posso fazer para retribuir ao rádio tudo que ele fez por mim. E aí surgiu o museu”, disse.

Instalado em um ônibus adaptado, o museu oferecerá uma experiência imersiva com radionovelas, músicas, coberturas jornalísticas e outros conteúdos que marcaram a história da radiodifusão brasileira. Para a comunicadora, o rádio continuará relevante mesmo com o avanço das novas tecnologias. “Já tem rádios que só trabalham com voz de IA. Não pode, não arrepia, não emociona. O rádio não vai ser esquecido”, afirmou.

Durante a entrevista, Dina também destacou a dificuldade de preservar a memória da radiodifusão baiana por causa da falta de arquivos históricos. “Nós não temos acervo. O acervo do rádio da Bahia está muito ruim. A Rádio Sociedade não tem muito acervo, a Excelsior não tem muito acervo, os locutores antigos não guardavam nada”, lamentou.

Apesar do cenário, ela disse acreditar que ainda é possível recuperar parte dessa história. “Minha esperança é que pessoas que ainda guardam esse material possam contribuir para preservar a memória do rádio baiano”, afirmou, citando o radialista Perfilino como um dos profissionais que ainda possui um importante acervo.