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Roberto Mendes critica distanciamento de Salvador da cultura do Recôncavo: "A Bahia não está em Salvador"

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Roberto Mendes critica distanciamento de Salvador da cultura do Recôncavo: "A Bahia não está em Salvador"

Em entrevista à Rádio Metropole, músico defendeu maior valorização da cultura do interior e afirmou que o Recôncavo é o "verdadeiro umbigo da Bahia"

Roberto Mendes critica distanciamento de Salvador da cultura do Recôncavo: "A Bahia não está em Salvador"

Por: Metro1 no dia 15 de julho de 2026 às 18:54

O cantor, compositor e pesquisador Roberto Mendes afirmou que a cultura do Recôncavo Baiano ainda é pouco conhecida pelos próprios baianos por falta de valorização da capital e do poder público. Em entrevista à Rádio Metropole, nesta quarta-feira (15), o artista disse que "a Bahia não está em Salvador" e defendeu que o Recôncavo ocupa um papel central na formação cultural do estado.

"A Bahia importa muito para Salvador, mas Salvador não consegue enxergar a Bahia. Eu moro em Santo Amaro e, quando estou em Salvador, me sinto estrangeiro", afirmou.

Para Roberto Mendes, a riqueza cultural do Recôncavo permanece restrita à região por falhas no sistema educacional e pela falta de interesse dos governantes. "O verdadeiro umbigo da Bahia é o Recôncavo. Essa riqueza fica restrita à região, e isso é criminoso", declarou.

Durante a conversa, o músico também comentou a tradição musical de Santo Amaro. Segundo ele, a cidade sempre teve forte ligação com a música e a formação artística, influenciada pela presença da Igreja e pela prosperidade econômica dos antigos engenhos de açúcar.

"O santo-amariense vive música. Ser músico e ser padre era quase uma obrigação. A maioria das casas tinha piano", disse.

Ao falar sobre educação, Roberto Mendes criticou o modelo adotado no país nas últimas décadas e defendeu políticas públicas voltadas para a valorização da cultura local. Para ele, artistas devem manter compromisso com suas comunidades de origem.

"Na minha cidade eu não sou artista, sou cidadão. É lá que eu presto contas do que faço e do que aprendo. A educação precisa usar o artista, mas sem tirá-lo da sua cultura", concluiu.

Confira na íntegra: