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Marcelo Werner comenta classificação de facções criminosas pelos EUA: "Desde que respeite a soberania do Brasil"

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Marcelo Werner comenta classificação de facções criminosas pelos EUA: "Desde que respeite a soberania do Brasil"

Secretário defende que a medida fortaleça ações conjuntas contra o crime organizado internacional sem comprometer a soberania do Brasil

Marcelo Werner comenta classificação de facções criminosas pelos EUA: "Desde que respeite a soberania do Brasil"

Foto: Metropress/Fernanda Vilas

Por: Metro1 no dia 16 de julho de 2026 às 18:55

Atualizado: no dia 16 de julho de 2026 às 19:00

O secretário de Segurança Pública da Bahia, Marcelo Werner, afirmou, nesta quinta-feira (16), durante entrevista ao Jornal da Cidade, da Rádio Metropole, que a decisão do governo dos Estados Unidos de classificar facções criminosas brasileiras como organizações terroristas pode representar um avanço no combate ao crime organizado, desde que fortaleça os mecanismos de cooperação internacional e respeite a soberania do Brasil.

Ao ser questionado por Mário Kertész sobre a medida anunciada pelo governo norte-americano, Werner afirmou que a nomenclatura adotada por outros países é secundária diante da necessidade de ampliar a atuação conjunta contra as organizações criminosas.

"Seja os Estados Unidos, seja a Inglaterra, seja a Alemanha ou o Japão, a forma como eles classificam as facções pouco interessa para a gente, desde que essa classificação não atrapalhe a cooperação internacional e não desrespeite a soberania de qualquer país, especialmente a do nosso país." 

Segundo o secretário, o principal ganho da medida será a possibilidade de ampliar instrumentos de cooperação entre os países para combater financeiramente as facções criminosas. "O importante é dizer o seguinte: isso vai fortalecer a cooperação internacional? Isso vai fazer com que haja mecanismos dentro dos Estados Unidos para facilitar as ações de cooperação internacional para o sequestro de bens, o combate à lavagem de dinheiro e, eventualmente, a deportação de algum integrante? É isso que a gente tem que fortalecer." 

Werner ressaltou que, independentemente da classificação adotada pelos Estados Unidos, o enfrentamento às facções deve continuar sendo conduzido dentro das leis brasileiras. Werner destacou ainda que, neste ano, foram aprovados dois pacotes legislativos voltados ao enfrentamento do crime organizado. Segundo ele, as propostas foram debatidas no âmbito do Conselho Nacional de Secretários de Segurança Pública (Consesp) e buscam fortalecer a atuação das forças policiais e reduzir a reincidência criminal.

Confira a entrevista completa: