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Procura por ajuda contra vício em apostas cresce em Salvador e preocupa especialistas, afirma psicóloga

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Procura por ajuda contra vício em apostas cresce em Salvador e preocupa especialistas, afirma psicóloga

Segundo especialista, famílias costumam descobrir o problema apenas quando surgem dívidas, ameaças de agiotas ou risco de suicídio

Procura por ajuda contra vício em apostas cresce em Salvador e preocupa especialistas, afirma psicóloga

Foto: Luan Borges/Metropress

Por: Metro1 no dia 20 de julho de 2026 às 09:55

O aumento dos casos de dependência em apostas esportivas e jogos de azar tem provocado preocupação entre profissionais da saúde mental em Salvador. Em entrevista ao Jornal da Bahia no Ar, nesta segunda-feira (20), a psicóloga Juliana Billencourt afirmou que a procura por ajuda cresceu de forma significativa nos últimos meses, a ponto de o grupo Jogadores Anônimos precisar ampliar os encontros na capital baiana. Segundo ela, a demanda já ultrapassa a capacidade da sala onde as reuniões são realizadas.

"Antes, o grupo de Jogadores Anônimos só funcionava na terça-feira, mas hoje já tem dois dias de reunião, com cada vez mais pessoas. A sala já não está comportando a quantidade. Ficamos felizes pela procura por ajuda, mas muito preocupados", afirmou.

A especialista destacou ainda que os jogos de apostas online já dominam grande parte dos casos atendidos em consultório. Segundo ela, aproximadamente 80% dos pacientes que acompanha atualmente apresentam envolvimento com plataformas de apostas esportivas ou jogos como o chamado "jogo do tigrinho". "

Juliana Billencourt também chamou atenção para o momento em que muitas famílias descobrem a dependência. "Na maioria das vezes, a família só fica sabendo quando já não há mais como esconder. O agiota já apareceu cobrando, ou a pessoa já está pensando em tirar a própria vida", alertou.

Entre os principais sinais de alerta, a psicóloga cita mudanças no comportamento e no convívio social. "A pessoa começa a se isolar, se desconecta da convivência, fica irritada quando precisa largar o celular, evita as pessoas, deixa de comer, cria brigas para ficar sozinha e passa a pedir dinheiro emprestado para muita gente", explicou.

Confira entrevista na íntegra: