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Sinpro aponta falta de avanços e mantém chance de greve dos professores da rede privada da Bahia

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Sinpro aponta falta de avanços e mantém chance de greve dos professores da rede privada da Bahia

Allysson Mustafa, presidente do Sindicato dos Professores no Estado da Bahia, concedeu entrevista ao Jornal da Bahia no Ar com Casemiro Neto desta quarta-feira (22)

Sinpro aponta falta de avanços e mantém chance de greve dos professores da rede privada da Bahia

Foto: Metropress/Luan Borges

Por: Metro1 no dia 22 de julho de 2026 às 09:53

Atualizado: no dia 22 de julho de 2026 às 10:21

Em busca de melhores condições de trabalho, os professores da rede privada da Bahia mantém a possibilidade de greve e reforçam a mobilização por melhores salários e pagamento do trabalho fora da sala de aula. O cenário foi apresentado pelo presidente do Sindicato dos Professores no Estado da Bahia (Sinpro Bahia), Allysson Mustafa, em entrevista ao Jornal da Bahia no Ar com Casemiro Neto desta quarta-feira (22). 

“Ainda pode ter greve. Nós já fizemos algumas assembleias. A última assembleia da semana passada definiu pela não deflagração da greve, compreendendo que a categoria ainda precisava de um processo ali de maior mobilização”, disse.

Segundo Mustafa, mais de 3 mil docentes participaram de três assembleias realizadas neste ano. A principal cobrança é pela regulamentação do trabalho extraclasse, que inclui planejamento, correção de provas, relatórios e uso de plataformas. O tema também foi abordado em matéria de edição recente do Jornal Metropole, que mostrou como essas tarefas ocupam noites, fins de semana e até o recesso.

“O professor trabalha literalmente de graça para as escolas, porque ele recebe apenas pelo trabalho feito em sala de aula”, declarou. O sindicato propõe o pagamento inicial de quatro horas mensais a partir de 2027, mas afirma que o setor patronal rejeitou a medida.

Mustafa também criticou o piso de R$ 12 por hora-aula e disse que a proposta de reajuste de 4,11% elevaria o valor para R$ 12,49. “Obviamente, não resolve a vida de ninguém”, afirmou. Após solicitar mediação, o Sinpro participará de uma reunião com o sindicato patronal no Ministério Público do Trabalho, marcada para quarta-feira (29).

Confira a entrevista na íntegra: