Sexta-feira, 24 de julho de 2026

Faça parte do canal da Metropole no WhatsApp

Home

/

Notícias

/

Rádio Metropole

/

"Hoje todo mundo tem um diagnóstico na ponta da língua", diz organizadora de seminário sobre desmedicalização

Rádio Metropole

"Hoje todo mundo tem um diagnóstico na ponta da língua", diz organizadora de seminário sobre desmedicalização

Lygia Viegas destacou os desafios da medicalização da vida e convidou o público para o VI Seminário Internacional A Educação (Des)medicalizada

"Hoje todo mundo tem um diagnóstico na ponta da língua", diz organizadora de seminário sobre desmedicalização

Foto: Metropress- Fernanda Vilas

Por: Metro1 no dia 24 de julho de 2026 às 16:34

A organizadora do VI Seminário Internacional A Educação (Des)medicalizada: Multiplicades somos mais fortes, Lygia Viegas, alertou para o crescimento da medicalização da vida durante entrevista ao Metrópole Mais, nesta sexta-feira (24). O evento, promovido pelo Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade em parceria com a Universidade Federal da Bahia (UFBA), acontecerá entre os dias 24 e 27 de fevereiro de 2027, em Salvador, com o objetivo de debater os impactos da medicalização na educação e na sociedade, além de fortalecer estratégias de enfrentamento ao fenômeno.

Ao comentar os resultados de um levantamento apresentado pelo projeto, Lygia afirmou que a busca por diagnósticos tem aumentado e que esse processo vem sendo impulsionado, muitas vezes, pelas redes sociais. "Hoje, por exemplo, todo mundo tem um diagnóstico na ponta da língua. A gente sabe falar sobre eles", disse. 

A organizadora destacou que comportamentos e diferenças naturais têm sido transformados em transtornos. "Hoje a gente não ouve mais ninguém falar timidez. No lugar da timidez vem uma pessoa que é antissocial ou que tem dificuldade de socialização", afirmou. 

Após sete anos sem edições, o seminário retorna em um contexto marcado pelos impactos da pandemia, dos ataques às universidades e pelo avanço da medicalização das desigualdades sociais. Gratuito e aberto à apresentação de trabalhos, o encontro reunirá pesquisadores, profissionais, estudantes e movimentos sociais para discutir os avanços e desafios da (des)medicalização no Brasil e no mundo, além de difundir práticas coletivas voltadas à promoção do bem-viver e ao enfrentamento da patologização das diferenças.

Confira a entrevista na íntegra: