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"Hoje todo mundo tem um diagnóstico na ponta da língua", diz organizadora de seminário sobre desmedicalização
Lygia Viegas destacou os desafios da medicalização da vida e convidou o público para o VI Seminário Internacional A Educação (Des)medicalizada

Foto: Metropress- Fernanda Vilas
A organizadora do VI Seminário Internacional A Educação (Des)medicalizada: Multiplicades somos mais fortes, Lygia Viegas, alertou para o crescimento da medicalização da vida durante entrevista ao Metrópole Mais, nesta sexta-feira (24). O evento, promovido pelo Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade em parceria com a Universidade Federal da Bahia (UFBA), acontecerá entre os dias 24 e 27 de fevereiro de 2027, em Salvador, com o objetivo de debater os impactos da medicalização na educação e na sociedade, além de fortalecer estratégias de enfrentamento ao fenômeno.
Ao comentar os resultados de um levantamento apresentado pelo projeto, Lygia afirmou que a busca por diagnósticos tem aumentado e que esse processo vem sendo impulsionado, muitas vezes, pelas redes sociais. "Hoje, por exemplo, todo mundo tem um diagnóstico na ponta da língua. A gente sabe falar sobre eles", disse.
A organizadora destacou que comportamentos e diferenças naturais têm sido transformados em transtornos. "Hoje a gente não ouve mais ninguém falar timidez. No lugar da timidez vem uma pessoa que é antissocial ou que tem dificuldade de socialização", afirmou.
Após sete anos sem edições, o seminário retorna em um contexto marcado pelos impactos da pandemia, dos ataques às universidades e pelo avanço da medicalização das desigualdades sociais. Gratuito e aberto à apresentação de trabalhos, o encontro reunirá pesquisadores, profissionais, estudantes e movimentos sociais para discutir os avanços e desafios da (des)medicalização no Brasil e no mundo, além de difundir práticas coletivas voltadas à promoção do bem-viver e ao enfrentamento da patologização das diferenças.
Confira a entrevista na íntegra:
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