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Francisco Hora aponta que o envelhecimento altera quantidade e qualidade do sono
Médico afirma que a redução do tempo de sono faz parte do envelhecimento e não deve ser comparada ao padrão da juventude

Foto: Reprodução/Youtube
O processo natural de envelhecimento provoca mudanças na qualidade e na duração do sono, e isso nem sempre representa um problema de saúde. O alerta foi feito pelo neurologista Dr. Francisco Hora durante entrevista ao Jornal da Bahia no Ar, nesta terça-feira (28), ao explicar como o descanso noturno costuma se modificar com o avanço da idade.
Segundo o especialista, muitas pessoas buscam medicamentos que façam efeito imediato, mas essa expectativa não corresponde à realidade. Ele afirmou que, embora novos tratamentos cheguem ao mercado, não existe um remédio capaz de recuperar o padrão de sono da juventude.
"O que todos querem, idosos ou não, é algo que ele tome e o faça dormir imediatamente. A praticidade do mundo é essa, mas isso não existe. O remédio que está chegando é uma novidade, mas lhe digo com a experiência do tempo: será mais um remédio", afirmou.
Francisco Hora destacou ainda que muitos idosos acabam se preocupando por comparar o sono atual com o que tinham décadas atrás. De acordo com ele, dormir entre quatro e cinco horas por noite pode ser suficiente para uma pessoa idosa.
"O que a gente precisa entender é que ao longo do tempo nós perdemos o sono em quantidade e qualidade. Um idoso que dorme de quatro a cinco horas dorme razoavelmente bem. Tem variações, mas não queira comparar ao que você dormia", concluiu.
Confira entrevista na íntegra:
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