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"Povo não gosta de quem torce contra o próprio estado", diz Rui Costa sobre críticas da oposição

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Rui Costa cobra aprovação da PEC da Segurança e defende criação de ministério
Ex-ministro afirmou, em entrevista à Rádio Metropole, que endurecer o regime de líderes de facções é mais eficaz do que aumentar penas.

Foto: Luan Borges/Metropress
O ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato ao Senado Rui Costa (PT) defendeu, nesta quarta-feira (29), em entrevista à Rádio Metropole, a aprovação da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Segurança Pública enviada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao Congresso. Segundo ele, a medida dará mais poder de atuação ao governo federal e permitirá a criação do Ministério da Segurança Pública.
Rui afirmou que a principal mudança necessária é uma reforma no sistema de Justiça, e não o aumento das penas para criminosos. "O presidente Lula enviou a PEC da Segurança Pública ao Congresso, que até agora não votou. Quando ela for aprovada, ele já disse que vai criar o Ministério da Segurança Pública para ampliar a atuação do governo federal", afirmou.
O petista também defendeu um regime mais rígido para líderes de organizações criminosas, com permanência em presídios de segurança máxima e monitoramento das visitas. Segundo ele, o governo Lula já conseguiu aprovar medidas nesse sentido. "Não é aumentar pena. É ser mais rígido com o regime. Ou muda isso ou não vamos mudar a segurança pública", disse.
Crescimento da violência na Bahia e no Brasil
Ao comentar o crescimento da violência, Rui atribuiu parte do problema à política de flexibilização do acesso às armas durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro. "Eu vivi, como governador, um presidente que abriu as porteiras para as armas, e a bandidagem se armou com todo tipo de arma. A violência contra as mulheres só fez explodir naquele governo", declarou.
Durante o Jornal da Bahia no Ar, Rui também pontuou que a Bahia se recusou a adotar práticas que, segundo ele, mascaram os índices de homicídios. O ex-governador disse que outros estados passaram a registrar um número maior de "mortes a investigar", reduzindo artificialmente as estatísticas de assassinatos. "Vieram sugerir isso no meu governo, dizendo que todos faziam. Eu não aceitei, e Jerônimo também nunca quis adotar essa farsa", afirmou.
Rui ainda criticou o ex-prefeito de Salvador ACM Neto (União Brasil), sem citá-lo nominalmente. Segundo ele, o adversário prometeu ampliar o efetivo da Guarda Civil Municipal, mas não cumpriu o compromisso durante os oito anos em que administrou a capital. "O ex-prefeito prometeu contratar três mil guardas municipais. Ficou oito anos na prefeitura e não colocou nenhum. Eles não têm o que apresentar em Salvador", disse.
Confira na íntegra:
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