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Motorista de aplicativo relata histórias inusitadas durante o Jornal da Cidade
Emilie Maciel contou como realizou o sonho de dirigir por aplicativo, falou sobre o acolhimento a passageiras e relembrou situações marcantes vividas nas corridas

Foto: Reprodução/YouTube
A motorista de aplicativo Emilie Maciel participou do Jornal da Cidade, da Rádio Metropole, nesta quarta-feira (29), e compartilhou histórias curiosas e emocionantes vividas ao longo dos três anos em que trabalha transportando passageiros em Salvador.
Durante a entrevista, Emilie contou que sempre sonhou em trabalhar como motorista de aplicativo, mas só conseguiu realizar esse desejo após o fim do casamento. "Eu queria muito ser motorista de aplicativo. Eu achava o máximo", afirmou.
Antes de ingressar na profissão, ela trabalhou como recepcionista de academia e se formou como técnica de enfermagem, mas decidiu não seguir na área após a pandemia. "Eu sou louca por volante. Sou louca por dirigir. Aí eu falei: 'Vou arriscar no Uber, que é o que eu realmente gosto de fazer'."
Ao comentar a rotina nas ruas da capital, Emilie disse que casos de assédio são incomuns. "Eu nunca sofri um assédio mais grave. Uma cantada, uma paquerada... até o momento que você diz não e a pessoa sabe parar, para mim, tudo bem."
A motorista também destacou que a maior parte do seu trabalho é feita com clientes particulares, principalmente mulheres, e que as viagens frequentemente se transformam em momentos de conversa e apoio. "Hoje, 70% do meu dia é rodando para clientes particulares. São mulheres, a maioria são mulheres", contou.
Segundo ela, a troca de experiências durante as corridas é um dos aspectos mais marcantes da profissão. "Eu choro muito com as passageiras. Eu conto minha vida toda. Parece que as psicólogas são elas e não nós", disse.
Entre as histórias que mais a marcaram, Emilie relembrou o atendimento a uma mulher que entrou no carro chorando, com um bebê no colo, após sofrer uma situação de violência doméstica. "Dei umas palavras positivas para ela e pedi: 'Pelo amor de Deus, não volta para esse rapaz'."
Para a motorista, esse tipo de situação mostra que o trabalho vai além do transporte. "É muito legal essa troca da gente mulher com mulher. Elas nos acolhem e a gente as acolhe de volta", concluiu.
Confira a entrevista na íntegra:
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