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Após ataques ao voto feminino, Janja defende maior participação de mulheres na política

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“Eu nunca coube nessa caixinha”, diz Janja sobre cobrança de postura tradicional como primeira-dama
Em entrevista ao Jornal da Metropole no Ar desta sexta-feira (31), primeira-dama afirmou que não aceita ser limitada a funções tradicionais e defendeu sua participação no fortalecimento de políticas públicas

Foto: Metropress/Fernanda Villas
A recusa em assumir o papel tradicional de primeira-dama e a defesa de que o lugar da mulher é ao lado, e não atrás do marido, marcaram a entrevista da primeira-dama do Brasil, Janja Silva, ao Jornal da Metropole no Ar, nesta sexta-feira (31). Ela afirmou que nunca se identificou com o modelo historicamente atribuído à função, rebateu críticas à sua atuação e relacionou esse tipo de cobrança ao machismo ainda presente na sociedade.
“Eu acho que essa minha posição, de não ser essa primeira-dama tradicionalmente conhecida, é porque eu acredito muito em política pública. Eu acredito que o Estado tem a responsabilidade de transformar a realidade do seu país. Então, eu acredito muito que as políticas públicas é que são o grande motor para essa transformação”. disse.
Janja afirmou que sempre direcionou sua atuação ao fortalecimento de políticas públicas, em vez de desenvolver um projeto próprio ligado ao cargo de primeira-dama. Segundo ela, a tentativa de enquadrar mulheres em um modelo pré-definido limita sua liberdade e sua capacidade de atuação. A primeira-dama também destacou que acompanha mais de perto iniciativas nas áreas de segurança alimentar e proteção à vida das mulheres.
“É a caixinha que construíram para a primeira-dama. Eu sempre falo que essa caixinha era pequena demais para mim e é pequena demais para qualquer mulher uma caixinha. Então, quando você tenta colocar uma mulher em uma caixinha, você limita a criatividade, você limita a liberdade dela. Eu nunca coube nessa caixinha”, contou.
Ao comentar as críticas por aparecer ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Janja afirmou que sua presença é natural e compartilhada pelo próprio presidente. Como exemplo, relembrou uma viagem oficial a Portugal, quando foi orientada pelo cerimonial a caminhar atrás do marido, mas recusou a orientação. “A senhora me desculpe, mas eu não ando atrás do meu marido. Eu ando ao lado dele”, disse. Para a primeira-dama, essa posição representa o espaço que as mulheres merecem ocupar e também o lugar que, segundo ela, Lula reconhece como sendo o seu.
Confira a entrevista na íntegra:
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