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Jaques Wagner diz que eleição terá impacto além do Brasil e comenta acusações no caso Master
Senador concedeu entrevista à Rádio Metropole nesta segunda-feira (10) durante o Jornal da Bahia no Ar

Foto: Divulgação
O senador Jaques Wagner (PT) afirmou, em entrevista à Rádio Metropole nesta segunda-feira (10), que a eleição presidencial de 2026 terá repercussão internacional e disse acreditar na vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo ele, o resultado do pleito será acompanhado por outros países diante do peso do Brasil na América do Sul.
“A eleição de Lula não interessa só ao Brasil. O mundo está olhando para cá para saber o que o maior país da América do Sul vai decidir, e tenho fé de que nós sabemos a distância entre Lula, o que ele entrega. Eu vou trabalhar porque estamos jogando o futuro”, declarou durante o Jornal da Bahia no Ar.
Wagner também criticou o cenário de polarização política e o avanço da extrema direita, além de alertar para o uso da inteligência artificial na disseminação de informações falsas. “Estamos vivendo uma quadra da política internacional muito perigosa. A extrema direita viu oportunidade de se reaproximar. Começaram a se reorganizar em cima dessas bandeiras”, afirmou. Para o senador, a inteligência artificial ampliou a velocidade de circulação de conteúdos falsos. “Com IA, as pessoas estão introduzindo mentiras no nosso dia a dia de forma impressionante”, disse. Wagner avaliou ainda que o ambiente político atual é marcado por “muita fanatização”.
Wagner nega acusações no caso Banco Master
Durante a entrevista, Wagner também comentou as investigações envolvendo o Banco Master e negou ter recebido qualquer vantagem financeira relacionada à instituição. “Desde que cheguei à Bahia eu vivo do meu salário. É só pegar minhas declarações do Imposto de Renda”, afirmou. O senador disse ainda que sua renda vem do salário como parlamentar e das aposentadorias para as quais contribuiu.
Wagner também citou a antiga Cesta do Povo, rede de supermercados que foi privatizada em 2018. Segundo ele, a venda ocorreu não teve relação com qualquer benefício pessoal. O senador afirmou que conheceu o empresário Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, durante o processo relacionado à venda da Cesta do Povo. “Nunca recebi dele uma banda de conto”, disse.
Wagner classificou as acusações como uma tentativa de atingir sua trajetória política às vésperas das eleições. “O resto, para mim, é marola de véspera de eleição”, afirmou. Sobre o caso, o senador disse estar tranquilo e afirmou que pretende provar sua inocência. “Vamos provar inocência. Trabalhando tranquilamente”, declarou.
Confira na íntegra:
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