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“Foi o meu livro mais difícil de escrever”, diz José Castello sobre nova obra

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“Foi o meu livro mais difícil de escrever”, diz José Castello sobre nova obra

Escritor falou sobre o processo de criação do romance, marcado por memórias da relação com o pai e pela influência de Franz Kafka

“Foi o meu livro mais difícil de escrever”, diz José Castello sobre nova obra

Foto: Reprodução YouTube

Por: Metro1 no dia 11 de agosto de 2026 às 18:59

O jornalista e escritor José Castello falou sobre seu novo livro durante entrevista ao Jornal da Cidade, nesta terça-feira (11), e revelou que a obra foi a que mais exigiu dele durante o processo de escrita. “Foi o livro que mais me custou escrever, o mais difícil”, afirmou. Segundo Castello, o romance mistura ficção com memórias de sua juventude, principalmente a relação com o pai. “Meu pai era um homem muito fechado, era um homem que trabalhava demais, dia e noite, então ele não tinha muita disponibilidade para a família”, contou.

Castello relatou que, apesar da distância, havia uma tentativa de aproximação entre os dois. “Eu vivia querendo conversar com ele. E eu sentia que ele também queria conversar e se aproximar de mim, mas as nossas conversas nunca davam certo”, disse. A partir dessa experiência, o escritor buscou um paralelo com a relação de Franz Kafka com o pai, Hermann Kafka, que também foi marcada por conflitos e distanciamento. 

Apesar de partir de experiências pessoais, Castello destacou que a obra não deve ser entendida como um relato autobiográfico literal. Segundo ele, “a maior parte das coisas que estão ali são inventadas, são ficção”. O escritor explicou ainda que utiliza a imaginação para reconstruir experiências vividas. “É uma memória reconstruída através da imaginação, que é como em geral eu escrevo”, declarou, ressaltando que esse método também está presente em suas crônicas.

Ao falar sobre a obra, Castello reforçou que não se trata apenas de recuperar acontecimentos do passado, mas de recriá-los literariamente. “As minhas crônicas não são literais. Elas partem de experiências que eu vivi, mas elas são uma recriação na maior parte das vezes do que eu vivi”, afirmou. O resultado, segundo o escritor, foi uma narrativa que exigiu um envolvimento pessoal especialmente intenso durante sua produção.