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“É uma questão de fé”: Juca Kfouri critica radicalização do bolsonarismo
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“É uma questão de fé”: Juca Kfouri critica radicalização do bolsonarismo
Jornalista criticou o apoio irrestrito a aliados de Bolsonaro e também condenou a “subserviência” aos Estados Unidos e a defesa da ditadura e de torturadores

Foto: Reprodução/YouTube
O jornalista Juca Kfouri afirmou que parte do eleitorado bolsonarista passou a tratar a política como uma questão de fé, deixando de considerar fatos e denúncias ao escolher seus candidatos. A declaração foi feita durante participação no Jornal da Cidade, nesta quarta-feira (12), ao comentar as eleições de 2026 e a atuação de aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro no cenário político.
Segundo Kfouri, esse comportamento representa um dos riscos para o processo eleitoral, já que, na avaliação dele, determinadas ações passam a ser justificadas independentemente das circunstâncias. "O que passou a ser uma coisa de um tamanho absurdo que não é mais uma questão racional, é uma questão de fé. Tudo se justifica nessa gente. Então esse é o risco que nós estamos correndo", afirmou.
O jornalista citou como exemplo o apoio a Flávio Bolsonaro, que aparece entre os nomes cotados para disputar a Presidência em 2026. Para Kfouri, parte do eleitorado manteria o voto no senador independentemente de denúncias ou fatos negativos relacionados a ele, pelo peso do sobrenome Bolsonaro.
A partir dessa avaliação, Kfouri criticou também a atuação de integrantes da família Bolsonaro nos Estados Unidos e o que classificou como uma postura de subserviência ao governo norte-americano. Ele afirmou que a defesa da soberania nacional deveria ser uma exigência para qualquer candidato à Presidência.
"Eu não posso admitir a eleição de um candidato que defenda este tipo de postura, que seja subserviente a um outro país. Não posso admitir", declarou.
Kfouri também criticou pessoas que defendem a volta dos militares ao poder e associou esse discurso à defesa da ditadura, da tortura e do desaparecimento de opositores.
"Eu fico perplexo com quem acha que seria bom para o Brasil ser colônia, de quem quer que seja, como são as mesmas pessoas que querem a volta dos militares ao poder, que, em última análise, pregam a volta da ditadura, a volta da tortura, a volta do desaparecimento, do assassinato de opositores", afirmou.
O jornalista ainda citou o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, reconhecido pela Justiça como torturador durante a ditadura militar, e criticou políticos que tenham o militar como referência. "Não posso admitir um candidato que tenha como ídolo um torturador, como o Brilhante Ustra", disse.
Confira a entrevista na íntegra:
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