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Horácio Hastenreiter apresenta novo livro e mergulha nos anos de chumbo por meio de uma história familiar
Professor e administrador concedeu entrevista ao Jornal da Metropole no Ar desta sexta-feira (14)

Foto: Metropress/Emanuelly Gonçalves
O professor, administrador e escritor Horácio Hastenreiter apresentou o novo romance “Boomerang” e falou sobre o processo de escrita e sua trajetória na literatura. Em entrevista ao Jornal da Metropole no Ar desta sexta-feira (14), o autor contou que o livro combina referências familiares e acontecimentos dos anos mais duros da ditadura militar brasileira. E também afirmou que a obra está em fase de divulgação, mas ainda não tem data de lançamento.
Um romance sobre relações
Em “Boomerang”, Hastenreiter retoma referências da família paterna, que teve integrantes envolvidos com a política e a resistência à ditadura, para construir uma narrativa ambientada no Rio de Janeiro entre 1968 e 1970. A história acompanha Getúlio, um estudante de 17 anos que se aproxima de um professor de História ligado à esquerda.
“O personagem principal, Getúlio, é um jovem de 17 anos, que é estudante de um colégio de elite do Rio de Janeiro e começa a desenvolver uma simpatia grande com o professor de História, que é um professor de esquerda e que, de alguma forma, vai se envolver mais à frente com a luta armada e ao mesmo tempo tem uma questão com o tio”, contou.
A trama também acompanha a chegada do tio de Getúlio que acaba construindo com ele uma relação de amizade. A ditadura serve como pano de fundo para os acontecimentos, mas o autor destaca que os vínculos entre os personagens são o centro da narrativa. “E eu falo que, apesar de ser um livro sobre a ditadura militar, é um livro fundamentalmente sobre o amor”, revelou.
Da academia à literatura
A trajetória de Hastenreiter até a literatura passou por caminhos diferentes. Formado em engenharia, ele trabalhou por pouco tempo na área antes de migrar para a análise de sistemas e, posteriormente, ingressar na carreira acadêmica. Durante a passagem pela Petrobras, fez um curso de extensão em Administração, decidiu cursar o mestrado e, depois, deixou a empresa para seguir na universidade. A escrita ficcional surgiu anos mais tarde, motivada por uma situação pessoal.
Antes de completar 50 anos, Hastenreiter descobriu que amigos de diferentes cidades e até de outros países viajariam para sua comemoração. Para marcar o encontro, decidiu retomar um texto de 15 páginas que havia escrito oito anos antes e transformá-lo em um livro. A obra se tornou “Espelho em Pedaços”, seu primeiro livro, publicado em 2015. Depois, vieram “A Vaidade e o Tempo” e “O Tempo Espelhado”, até chegar ao novo romance “Boomerang”.
Confira a entrevista na íntegra:
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