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Em novo livro, Ruy Castro revisita passado da música brasileira e mostra que memória não é saudosismo
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Em novo livro, Ruy Castro revisita passado da música brasileira e mostra que memória não é saudosismo
Em entrevista ao Jornal da Metropole no Ar desta segunda-feira (17), escritor explicou que um dos objetivos de nova obra é aproximar novas gerações da história musical do país

Foto: Agência Brasil
A história da música brasileira é o ponto de partida de Eu Gosto de Música: Samba, Carnaval, bossa nova e todo aquele jazz, novo livro de Ruy Castro, lançado em maio de 2026. Em entrevista ao Jornal da Metropole no Ar nesta segunda-feira (17), o jornalista e escritor explicou que a obra recupera artistas, gêneros e episódios do século XX para apresentar às novas gerações uma parte da história cultural do país.
“Esse livro não é uma choradeira 'como era bom aqueles tempos', não é nada disso. É um livro feito pra pessoas de todas as idades, principalmente os jovens, que não sabem como é o passado da música brasileira, nem da música americana, nem do jazz, nem do samba, nem do carnaval, pra aprenderem mais ou menos como era”, disse.
A proposta, segundo Castro, não é comparar o passado e o presente para afirmar que um período foi melhor que o outro. O escritor defende que conhecer a produção musical de outras épocas é uma forma de compreender a própria formação do Brasil. Para ele, a memória cultural não deve ser descartada apenas porque novos estilos e formas de consumo surgiram.
“Eu faço livro pras pessoas aprenderem sobre o passado, porque você não pode passar o rodo no passado, né? Nem na política, nem na sociedade, muito menos nem na cultura. Então eu espero que esse seja um livro que interesse a todo mundo”, revelou.
Castro também rejeita a ideia de recuperar essas músicas apenas por nostalgia. Ele afirma que o repertório antigo deve ser estudado pelo que revela sobre o país, desde a força de gêneros como samba, baião, choro, frevo e marchinha até as críticas presentes nas letras. “Então por isso o passado merece ser estudado, merece ser trazido de volta, não como nostalgia, saudosismo, mas como cultura, na minha opinião”, apontou. Para o escritor, revisitar essas obras permite compreender como a música acompanhou as mudanças da sociedade brasileira.
Confira a entrevista na íntegra:
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