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“A corrida é o esporte individual mais coletivo que existe”, afirma coordenador do grupo esportivo SBN Running

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“A corrida é o esporte individual mais coletivo que existe”, afirma coordenador do grupo esportivo SBN Running

Grupo promove corridas gratuitas pela Av. Afrânio Peixoto, também conhecida como Suburbana

“A corrida é o esporte individual mais coletivo que existe”, afirma coordenador do grupo esportivo SBN Running

Foto: Reprodução/Youtube/Portal Metro1

Por: Metro1 no dia 19 de agosto de 2026 às 17:39

Atualizado: no dia 19 de agosto de 2026 às 18:20

Os coordenadores do coletivo de corrida SBN Running, Caique Ferreira e Nicolas Brito, destacaram os benefícios da prática para o bem-estar durante participação no Metropole Mais, nesta quarta-feira (19). Para eles, a corrida é “um esporte democrático, só precisa de um par de tênis” e capaz de integrar pessoas, independentemente do nível de atletismo.

“A corrida é o esporte individual mais coletivo que existe”, afirmou Nicolas. Nascido em 2024, o coletivo, de acordo com os coordenadores, não é uma assessoria esportiva, ou seja, não oferece serviços de treinamento, mas sim um movimento. O “corre”, como são chamados os treinos, é gratuito e os participantes devem levar apenas um item para o café da manhã coletivo que acontece depois da corrida. Para se inscrever, basta preencher um formulário de participação disponibilizado no Instagram do grupo

Durante a entrevista, Caique Ferreira e Nicolas Brito explicaram a origem do nome “SBN”, que vem da abreviação de “Suburbana”, avenida percorrida pelo grupo durante os treinos. Tanto corredores iniciantes quanto avançados podem participar dos treinos do grupo. Para os que não gostam de correr, o coletivo também promove caminhadas.

A ideia, desde o início, é a formação de comunidade, como defende Caique, que também foi o criador do SBN: "Queríamos fazer um movimento pelo esporte na nossa comunidade, que é uma comunidade carente. Sempre pensamos em agregar as pessoas e mudar vidas", contou. 

Nicolas alerta ainda para a importância de uma corrida responsável. Segundo ele, é preciso ter os exames em dia para ter certeza de que o participante tem condições físicas de correr. Além disso, afirma que a preocupação com o “pace” (velocidade média do corredor calculado pelo tempo gasto para correr um quilômetro) e com a distância percorrida a quando se está tentando iniciar no esporte pode prejudicar mais do que ajudar. “Hoje em dia foi muito normalizado começar a correr 10km e já querer pular para os 21km. Muita gente pula etapas e acaba se lesionando”, comentou.

 Caique corre desde 2016, já Nicolas, desde 2020. Ambos começaram a prática apenas por hobby, mas destacam a relevância da corrida na saúde mental e na formação de uma comunidade: “Eu estava com um princípio de depressão, tive muitas crises de ansiedade e de pânico, foi quando um amigo puxou a minha mão para dentro do esporte. A gente começa sem gostar, mas depois, pra sair, é difícil”, relatou Nicolas.

Confira a entrevista na íntegra: