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Inaê Leoni, do coletivo Das Liliths, defende protagonismo de mulheres trans na TV: “Temos que ocupar esses espaços”

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Inaê Leoni, do coletivo Das Liliths, defende protagonismo de mulheres trans na TV: “Temos que ocupar esses espaços”

Inaê falou sobre iniciativa com artistas do Norte e Nordeste e representação trans na mídia

Inaê Leoni, do coletivo Das Liliths, defende protagonismo de mulheres trans na TV: “Temos que ocupar esses espaços”

Foto: Fernanda Vilas/Metropress

Por: Metro1 no dia 20 de agosto de 2026 às 17:58

Atualizado: no dia 20 de agosto de 2026 às 18:17

A integrante do coletivo Das Liliths, Inaê Leoni, defendeu a participação de mulheres transgênero no audiovisual brasileiro em entrevista ao Metropole Mais, nesta quinta-feira (20). Para ela, “num país com números tão alarmantes de violência contra pessoas trans e LGBTs, é estarrecedor e ao mesmo tempo gratificante” ver protagonistas desse grupo social no horário nobre.

A artista comentou ainda sobre a representação de mulheres transgênero na televisão, citando como exemplo a atriz Gabriela Medeiros, que interpretou a personagem Buba na novela Renascer, em 2024. Para ela, é importante pensar que tipo de pessoas estão ocupando esses espaços, e acredita que o fator de passabilidade de gênero (quando uma pessoa trans é percebida como cisgênero pela sociedade) tem grande influência nessa escolha: “As mulheres trans convidadas para ocuparem lugares de grande visibilidade são mulheres ‘passáveis’. Temos que batalhar para ampliar esse cenário”, defendeu. 

O coletivo LGBT “Das Liliths” ganhou esse nome em referência a Lilith, figura que, segundo a história que inspira o grupo, teria sido a primeira mulher de Adão, antes de Eva. Conhecida, em algumas narrativas, como “mãe dos dissidentes”,  é vista pelos integrantes do coletivo como uma figura que abraça outras formas identitárias. O grupo nasceu de uma peça feita na Escola de Teatro da Universidade Federal da Bahia (Ufba), chamada “Lady Lilith”, em 2013.

Ao longo de um ano, o coletivo está promovendo o projeto Fazedoras de Memórias Cênicas, com encontros entre artistas do Norte e Nordeste. “O projeto promove ciclos de formação para referenciar a arte de artistas LGBTs que, por estarem fora do eixo, é invisibilizada”, contou Leoni. 

Confira a entrevista na íntegra: