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Psiquiatra Manuela Garcia aponta privação de sono como agravante de doenças físicas e mentais

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Psiquiatra Manuela Garcia aponta privação de sono como agravante de doenças físicas e mentais

Durante o programa desta sexta-feira (21), a especialista explicou que a falta de sono não causa apenas cansaço e pode contribuir para o agravamento de diferentes doenças como o câncer

Psiquiatra Manuela Garcia aponta privação de sono como agravante de doenças físicas e mentais

Foto: Metropress

Por: Metro1 no dia 24 de agosto de 2026 às 12:37

Atualizado: no dia 24 de agosto de 2026 às 13:00

Dormir pouco tem se tornado um hábito cada vez mais comum e, para a psiquiatra Manuela Garcia, doutora em Saúde Pública pela UFBA, essa privação pode trazer consequências que vão além da saúde mental. Em entrevista ao Jornal da Metropole no Ar, nesta sexta-feira (21), ela alertou que o sono é um fator de risco para diversas doenças e criticou o comportamento de quem troca horas de descanso pelo celular.

“Mas sono, por exemplo, o sono é um fator de risco para todas as doenças médicas, a gente pensa só para doenças psiquiátricas, não, é fator de risco para câncer, é fator de risco para doença cardiovascular, e as pessoas estão dormindo cada vez menos”, disse.

A médica citou recomendações da Organização Mundial da Saúde e afirmou que o problema já aparece entre seus alunos. Segundo Manuela, menos da metade das pessoas consultadas por ela dormia entre sete e oito horas por noite, período recomendado. Para a psiquiatra, a tendência é preocupante porque a redução do descanso pode provocar consequências para a saúde ao longo do tempo.

“Não dorme, dorme quatro, cinco horas por noite, porque ficou no celular fazendo nada, acorda cedo, porque tem aula às sete, e chega em um consultório psiquiátrico e quer uma medicação que estimule o sistema nervoso central a se manter concentrado na aula durante o dia”, relatou ao explicar como tem sido com boa parte dos jovens.

Na avaliação da psiquiatra, esse comportamento reflete uma lógica de imediatismo, em que a privação do sono é seguida pela busca de soluções rápidas para manter a produtividade. Ela alertou que o organismo cobra esse descanso e disse que as pessoas estão cada vez mais fazendo privação de sono, sem perspectiva de mudança desse hábito.

Confira a entrevista na íntegra: