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Escala 6x1 não é a solução para aumentar produtividade nas empresas, avalia economista Gustavo Pessoti

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Escala 6x1 não é a solução para aumentar produtividade nas empresas, avalia economista Gustavo Pessoti

Especialista avalia que redução da jornada pode aumentar a produtividade e defende mudanças no ambiente econômico para ampliar investimentos

Escala 6x1 não é a solução para aumentar produtividade nas empresas, avalia economista Gustavo Pessoti

Foto: Reprodução/Rádio Metropole

Por: Metro1 no dia 21 de agosto de 2026 às 18:30

O economista Gustavo Pessoti avaliou que o debate sobre o fim da escala 6x1 não deve ser analisado apenas sob a perspectiva dos custos para as empresas. Em entrevista ao Jornal da Cidade, nesta sexta-feira (21), o especialista em políticas públicas afirmou que a geração de empregos está mais relacionada às expectativas de lucratividade e ao cenário econômico do que às regras do mercado de trabalho.

“Quanto maior a perspectiva de lucratividade por parte do empresário, tanto maior a possibilidade de contratação de novas vagas”, disse. Para Pessoti, a redução de encargos ou mudanças na jornada, isoladamente, não são suficientes para ampliar o número de empregos se não houver crescimento da demanda e dos investimentos.

Na análise do economista, fatores como juros elevados e carga tributária também interferem diretamente na atividade empresarial. “Se nós estivéssemos falando de uma demanda agregada ascendente, de um ritmo de crescimento dos investimentos, de uma carga tributária um pouco mais baixa e de uma taxa de juros um pouco mais baixa, talvez essa contestação de escala não fosse tão relevante”, avaliou.

Pessoti também relacionou a discussão sobre a jornada à produtividade. Segundo ele, manter trabalhadores por mais tempo em atividade não significa necessariamente aumentar a produção. “Não adianta ter um trabalhador funcionando numa escala 6x1 e com um nível de produtividade mais baixo do que se fosse 5x2”, afirmou.

Favorável ao modelo 5x2, Pessoti defendeu uma discussão mais ampla sobre qualificação profissional, educação e redução da rotatividade no mercado de trabalho. Para ele, o desafio econômico está em combinar melhores condições de trabalho com um ambiente capaz de estimular investimentos e ampliar a capacidade produtiva das empresas.

Confira a entrevista na íntegra: