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Educadora parental alerta sobre efeito do uso de telas em crianças e adolescentes

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Educadora parental alerta sobre efeito do uso de telas em crianças e adolescentes

Carla Costa afirma que telas podem causar irritabilidade, inquietação e atraso na formação

Educadora parental alerta sobre efeito do uso de telas em crianças e adolescentes

Foto: Fernanda Vilas/Metropress

Por: Metro1 no dia 21 de agosto de 2026 às 17:21

Atualizado: no dia 21 de agosto de 2026 às 17:21

A psicopedagoga e educadora parental, Carla Costa, alertou sobre a introdução e o uso responsável de telas para crianças e adolescentes em entrevista ao Metropole Mais, nesta sexta-feira (21). Segundo a especialista, a recomendação é que crianças não tenham acesso a telas até os 2 anos, por ainda estarem em fase de formação. 

De acordo com a pedagoga, é preferível que sejam apresentadas outras fontes de estímulo, mas reconhece que muitas vezes os dispositivos eletrônicos podem ser rede de apoio na dinâmica de muitas famílias: “Você chega da escola com a criança e precisa preparar uma refeição, ou às vezes uma mãe solo não tem rede de apoio próxima, são diversas vertentes que têm que ser levadas em conta”, defendeu. 

Ainda de acordo com Carla, o uso excessivo de telas gera impaciência e irritabilidade nos usuários. Para as crianças, além da perda de habilidades, não há desenvolvimento de novas capacidades. Ela afirma que apesar de cada criança ter o seu tempo, existem marcos de desenvolvimentos para cada faixa etária, e a ausência dessas competências pode significar um atraso. 

Mesmo com as precauções, ela acredita que a tecnologia é uma ferramenta muito boa, quando utilizada de forma consciente: “Precisamos falar sobre isso nas escolas e conversar abertamente com os adolescentes. A internet é palco para questões de preconceitos, automutilação e até perversidade com animais, precisamos monitorar esse uso”, alertou. 

A educadora promove uma reflexão sobre o uso de tela dos próprios pais, que pode ser espelhado pelos filhos. Para ela, respeitar o tempo da criança é fundamental, e a inquietação provocada pelo uso de telas dos adultos pode prejudicar o acompanhamento de atividades em família: “Não faça pela criança o que ela já sabe fazer sozinha, isso faz parte do desenvolvimento e muitos adultos não sabem lidar”, afirmou. 

Confira a entrevista na íntegra: