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Projeto “Engenhoka” chega pela 1ª vez à Bahia e une tecnologia e criatividade, destaca Priscila Seixas
Diretora do Burburinho Cultural, instituto responsável pela iniciativa, conta detalhes sobre junção entre robótica e artes visuais

Foto: Fernanda Vilas/Metropress
Vivemos num mundo atravessado pela tecnologia, mas, à medida que ela ganha espaço nas escolas, o ensino de arte é atingido. É o que avalia a diretora do Instituto Burburinho Cultural, Priscila Seixas, em entrevista ao Metropole Mais nesta quinta-feira (27). Priscila, que é Doutora em Mídia e Cotidiano, destacou a importância da junção entre tecnologia e criatividade para os jovens e afirmou que esse é o propósito do “Engenhoka”, iniciativa da instituição que chega na Bahia pela primeira vez.
O Engenhoka é um projeto do Instituto Burburinho Cultural que integra robótica e artes visuais. O programa irá contemplar a Escola Municipal Amélia Rodrigues, no bairro do Tororó. Será oferecido um curso de 40 horas voltado para alunos do ensino fundamental II, do 6º ao 9º ano. No colégio, foi construído um “estúdio maker”, com impressoras 3D, tablets e outros materiais para auxiliar no ensino de raciocínio lógico e no estímulo à criatividade.
Para Priscilla, a tecnologia faz parte de um novo mundo que as escolas falham em acompanhar. Ela afirma que a educação é responsável por formar cidadãos, e que por isso o método de ensino deve estimular o pensamento crítico: “'Alunos-problema' são alunos potentes dentro de uma sala de aula criativa. Esse é o que a gente quer. Precisamos do ensino tradicional, mas precisamos dar esse espaço também”, contou.
A diretora ainda chama atenção para a ausência de produção de tecnologia no Brasil. De acordo com ela, o país é um dos maiores consumidores de jogos eletrônicos, por exemplo, mas não se destaca enquanto produtor deles: “Quando começamos a discutir o uso da tecnologia, precisamos despertar o debate da produção dela, de entender o que está por trás. É um letramento digital”, defendeu.
Confira a entrevista na íntegra:
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