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Ronaldo Mansur diz que Bahia não foge à polarização nacional e critica Jerônimo e ACM Neto
Em entrevista à Rádio Metropole, candidato ao governo afirmou que o cenário político baiano reproduz divisões nacionais, criticou a gestão estadual e grupos ligados ao ex-prefeito e apresentou propostas para saúde e regulação

Foto: Luan Borges/Metropress
O candidato do PSOL ao governo da Bahia, Ronaldo Mansur, afirmou, em entrevista à Rádio Metropole nesta terça-feira (8), que a disputa estadual não apresenta um cenário muito diferente da polarização observada no país. Ele também criticou tanto o governo de Jerônimo Rodrigues (PT) quanto grupos ligados ao ex-prefeito ACM Neto União).
Segundo Mansur, há pontos de contato entre as gestões do período carlista e os governos petistas. O candidato citou a privatização da Embasa como uma medida que, na avaliação dele, nem os governos carlistas tiveram coragem de realizar.
O candidato também afirmou que o PSOL não é aliado do governo Jerônimo Rodrigues e que o partido nunca ocupou cargos na administração estadual. Segundo ele, a decisão foi tomada coletivamente para garantir independência política. Mansur criticou ainda parlamentares ligados a ACM Neto que, segundo ele, votam com o governo estadual em busca de emendas. Para o candidato, esses deputados seriam, na prática, aliados da gestão petista.
Fila da regulação
Ao apresentar propostas para a saúde, o candidato defendeu a construção de hospitais para reduzir a pressão sobre unidades regionais e estaduais e, consequentemente, diminuir a fila da regulação. Ele afirmou, no entanto, que prometer o fim do problema seria enganoso. “Quem chegar aqui dizendo que vai acabar a fila da regulação estará mentindo. As pessoas adoecem. A solução é outra.”
Entre as medidas defendidas por Mansur está a criação de uma política de transparência para a regulação. Ele também criticou o que classificou como sucateamento dos serviços públicos e afirmou que os últimos concursos na área da saúde ocorreram há muitos anos.
Durante a entrevista, Mansur também criticou o prefeito de Salvador, Bruno Reis, pela atuação contra vendedores ambulantes na cidade. Segundo ele, as ações atingem principalmente pessoas pretas e moradores da periferia.
Cenário nacional
O candidato ainda comentou o cenário nacional e criticou ministros do Judiciário. Mansur afirmou que o país vive um momento difícil e citou o diálogo entre ministros e Daniel Vorcaro, responsável, segundo ele, por fraude envolvendo o Banco Master.
Ao falar sobre o ministro André Mendonça, Mansur afirmou que ele estaria protegendo o senador Flávio Bolsonaro e disse que o PSOL fará resistência ao que classificou como uma movimentação tendenciosa. “O próprio Flávio está envolvido até o pescoço. É essa figura que quer presidir o Brasil.” Mansur também afirmou que seu nome não estará envolvido no caso do Banco Master e declarou que continuará defendendo a Justiça e o crescimento do país.
Confira a entrevista na íntegra:
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