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Autora Adiane Pita leva protagonismo PCD ao teatro baiano: “É preciso sentir para fazer sentido”
Diretora e autora fala sobre trajetória, inclusão e resistência por meio do espetáculo “E Por Que Não?”, em Salvador

Foto: Fernanda Vilas/Metropress
Salvador recebe, no dia 18 de setembro, o espetáculo “E Por Que Não?”, no Espaço Xisto Bahia, às 19h. A apresentação única é inspirada no livro homônimo escrito por Adiane Pita e integra a programação do Setembro Verde, mês dedicado à conscientização e à inclusão das pessoas com deficiência.
Durante entrevista ao Metropole Mais, da Rádio Metropole, Adiane falou sobre a trajetória marcada pelo diagnóstico precoce de poliomielite, que comprometeu sua mobilidade e a levou a passar por 16 cirurgias.
Ao relembrar o período de recuperação, ela contou a forma como passou a encarar as próprias limitações. “Depois que saí de uma cirurgia na perna, que ela não dobrou, eu disse: bom, mais uma conquista, porque eu perdi a flexibilidade, mas eu não perdi a perna. Aprendi que a vida é sobre adaptações, e é preciso sentir para fazer sentido", disse.
Foi justamente a necessidade de se adaptar que também a levou à dança. Bailarina de dança inclusiva, Adiane conta que começou a explorar os movimentos ainda bebê, quando precisou encontrar outras formas de se locomover. “Como eu não tinha a mobilidade, não tinha os movimentos que fossem de fácil acesso para mim, tive que me reinventar todos os dias”, relatou. Segundo ela, movimentos como se arrastar e se deslocar sentada acabaram incorporados à sua própria maneira de dançar.
A trajetória que reúne deficiência, arte, preconceito e busca por autonomia deu origem ao livro “E Por Que Não?”, lançado em 2023, e agora chega aos palcos. Para Adiane, a discussão sobre inclusão também passa pelas relações construídas no cotidiano. “Os anjos que existem na minha vida, desde a minha família, meu companheiro, meu filho, essas são as verdadeiras acessibilidades. A acessibilidade começa daí", afirmou.
Confira a entrevista na íntegra:
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