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Janio de Freitas expõe elo entre manifesto contra STF e setores da direita bolsonarista
Para o jornalista, conteúdo institucional do documento não esconde posicionamento político de seus apoiadores

Foto: Reprodução/YouTube
O manifesto “Pela Lei e pelo Brasil”, divulgado nesta quarta-feira (9) por empresários, economistas, juristas e representantes da sociedade civil, expõe, segundo o jornalista Janio de Freitas, uma aproximação política de seus signatários com a direita e o bolsonarismo. Durante o programa Três Pontos desta quarta, Janio questionou o fato de muitos dos que agora cobram medidas contra autoridades do STF não terem se manifestado quando houve a tentativa de golpe contra a democracia.
“Todo manifesto dirigido à ação de um poder ou dos três poderes, por mais que ele trate de assuntos específicos, todo manifesto tem um fundo político. E fica muito evidente nesse manifesto, pelos seus signatários, que não se trata, no caso, de fundo político. A superfície ali não ilude a finalidade desses processos”, explicou.
Para Janio, a ausência de posicionamento durante a tentativa de ruptura democrática é um elemento importante para compreender a atual mobilização. O jornalista afirmou que os manifestos representam uma pressão política do empresariado de direita sobre o Supremo, ainda que seus textos se apresentem como defesa das instituições e da igualdade perante a lei.
“Isso é uma forma de se assinar bolsonarista. Não há a menor dúvida. Quem não defendeu a democracia quando foi necessário defendê-la, estava do outro lado. São esses senhores que assinam”, apontou.
O jornalista também destacou que os manifestos cobram respostas rápidas do STF, incluindo afastamentos de autoridades envolvidas nas suspeitas relacionadas aos casos Master e Vorcaro. Para ele, a cobrança não pode ser analisada apenas pelo conteúdo formal dos documentos, mas também pelo posicionamento político de quem os assina. “Esses dois manifestos são representativos”, afirmou, ao questionar a atuação de setores empresariais que, segundo sua avaliação, passaram a pressionar o Supremo apenas diante de acontecimentos que atingem grupos políticos de seu interesse.
Confira o programa na íntegra:
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