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Rui Costa critica polarização política e defende que eleitor priorize resultados das políticas públicas
Em entrevista à Rádio Metropole, candidato ao Senado pela Bahia afirmou que decisões motivadas por “raiva” e “ódio” podem prejudicar as famílias

Foto: Samanta Leite/Metropress
O candidato ao Senado pela Bahia, Rui Costa (PT), criticou, nesta quinta-feira (17), o cenário de polarização política no Brasil. Em entrevista à Rádio Metropole, ele afirmou que parte do eleitorado tem escolhido posições políticas com base em opiniões previamente formadas, sem considerar propostas ou argumentos apresentados durante as campanhas.
“Desde de Dilma para cá, o país ficou polarizado, com um aspecto negativo. As pessoas ficaram pouco permeáveis. Uma parcela grande do eleitorado está se posicionando conforme sua posição predefinida, independentemente das propostas. As pessoas vão sendo impulsionadas mais pela raiva e pelo ódio do que pelos argumentos e pelas propostas colocadas. Isso é muito ruim para o país”, declarou.
Rui Costa também relacionou o aumento da polarização ao uso das redes sociais. Segundo ele, as pessoas passaram a se fechar em grupos e deixaram de ouvir opiniões diferentes. O petista citou o bolsonarismo como exemplo e criticou o que classificou como negação de fatos e documentos. “As pessoas se fecham em bolhas e não ouvem os diferentes. Toda vez que ouvem, reagem com ódio e irracionalidade. É quase uma seita o bolsonarismo, quando se nega a ver os fatos, documentos e a realidade”, afirmou.
Disputa nacional entre Lula e Flávio
Ao comentar a disputa nacional entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), Rui avaliou que a faixa do eleitorado disposta a ouvir argumentos é estreita. Ele disse acreditar na vitória de Lula, mas atribuiu sua avaliação à expectativa de que a razão prevaleça sobre a “irracionalidade”. “Pode gostar ou não dele, mas é inegável o que ele fez pelo país”, disse.
O candidato também defendeu que o eleitor avalie os resultados das políticas públicas antes de tomar uma decisão. Ao falar sobre sua experiência na Casa Civil, Rui Costa afirmou que encontrou o país com políticas públicas fragilizadas e cerca de 14 mil obras paradas. “É fundamental que a gente não leve a simpatia para dentro de casa. O que vamos levar para dentro de casa é o resultado da política pública. A decisão, se for motivada por raiva e ódio, pode fazer muito mal para sua família”, declarou.
Críticas à gestão municipal de Salvador
Durante a entrevista, Rui Costa também criticou a administração municipal de Salvador. Segundo ele, a população está cansada da falta de exames, postos de saúde e atendimento de emergência. O petista afirmou ainda que a capital baiana enfrenta problemas na educação infantil e perdeu população e desenvolvimento.
Na avaliação do candidato, a comparação entre Salvador e outras capitais demonstra diferenças na oferta de serviços públicos. Ele citou Fortaleza, que, segundo sua declaração, teria dez hospitais, enquanto Salvador teria dois, e criticou a cobrança de impostos municipais. Rui também afirmou que Salvador possui o IPTU e a taxa de lixo mais caros do Brasil. As declarações foram apresentadas por ele como exemplos do que classificou como “regressão” da cidade.
Investigações que citam ACM Neto
Durante a entrevista, Rui Costa comentou ainda investigações que, segundo ele, envolvem ACM Neto e pessoas ligadas ao ex-prefeito. Segundo informações publicadas pela jornalista Natália Portinari, do UOL, a Polícia Federal pediu uma operação de busca e apreensão contra Neto, mas a medida foi negada pelo ministro Nunes Marques, do STF.
De acordo com Portinari, o político é investigado sob suspeita de ter indicado um secretário para a Prefeitura de Belo Horizonte com o objetivo de selecionar empresários em licitações públicas nas quais, posteriormente, haveria um retorno em forma de propina. “Isso é diferente do que ele tem afirmado em entrevistas: a PF pediu a operação, mas o ministro do STF negou. Hoje, ele é investigado nas duas maiores operações em curso no Brasil: a do Banco Master e a Overclean. Nas duas, ele é investigado".
Comparação entre governos
Ao comentar o governo de Jerônimo Rodrigues (PT), Rui Costa afirmou que houve uma mudança significativa na estrutura das escolas estaduais, unidades de saúde e delegacias em comparação com períodos anteriores em que Antônio Carlos Magalhães, avô de Neto, governava o estado. Ele disse ter orgulho das estruturas atuais e avaliou que a Bahia possui um padrão de escolas que, segundo ele, não é encontrado em outros estados.
“É da água para o vinho a comparação. Olha o que eram as escolas estaduais, os muquifos, as delegacias, os muquifos. Hoje tenho orgulho, tudo moderno. Nenhum estado brasileiro tem o padrão de escola que a Bahia tem”, afirmou ao criticar ainda a situação das creches municipais de Salvador e disse ser difícil passar pelos bairros e ver crianças em estruturas que classificou como inadequadas.
Confira na íntegra:
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