Sexta-feira, 18 de setembro de 2026

Faça parte do canal da Metropole no WhatsApp

Home

/

Notícias

/

Rádio Metropole

/

Ângelo Coronel diz que vitória de ACM Neto na Bahia está “consagrada” e critica cenário político

Rádio Metropole

Ângelo Coronel diz que vitória de ACM Neto na Bahia está “consagrada” e critica cenário político

Candidato à reeleição ao Senado pelo Republicanos também afirmou que pesquisas eleitorais deixam candidatos sem referência e negou ter traído o grupo governista

Ângelo Coronel diz que vitória de ACM Neto na Bahia está “consagrada” e critica cenário político

Foto: Reprodução/Youtube

Por: Metro1 no dia 18 de setembro de 2026 às 10:09

Atualizado: no dia 18 de setembro de 2026 às 10:14

O candidato à reeleição ao Senado pela Bahia Ângelo Coronel (Republicanos) afirmou, em entrevista à Rádio Metropole nesta sexta-feira (18), que ACM Neto (União Brasil) tem “todas as chances” de vencer a eleição para o governo do estado. Segundo Coronel, a vitória do ex-prefeito de Salvador estaria consolidada e só poderia ser alterada por um acontecimento excepcional.

“Eu sinto e vejo a vitória de ACM Neto consagrada. Só se acontecer uma catástrofe para tirar essa vitória de ACM Neto”, declarou. O senador também avaliou que Neto adquiriu experiência ao longo dos últimos anos e que esse amadurecimento pode favorecer o desempenho eleitoral. “ACM Neto aprendeu muito, e isso é um prenúncio de uma possível vitória”, afirmou.

O senador reforçou a avaliação sobre a eleição para o governo da Bahia e disse não enxergar possibilidade de segundo turno no estado. Para ele, a definição deve ocorrer ainda no primeiro turno, em 4 de outubro, embora reconheça que o cenário ainda pode sofrer alterações até a votação.

Coronel criticou o cenário político atual e classificou a disputa como uma “baba”. Ele também questionou a oscilação dos levantamentos eleitorais, que, segundo ele, apresentam resultados muito diferentes em um curto intervalo.“Uma pesquisa te coloca lá em cima, vem outra e te bota lá embaixo. Você fica sem saber”, disse.

Relação com o presidente Lula

Durante a entrevista, Ângelo Coronel também comentou a relação com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele afirmou que, nos sete anos em que esteve no Senado, votou em 83% dos projetos do governo e participou da inauguração da fábrica da BYD na Bahia ao lado do presidente. Fora essas ocasiões, disse que teve pouco contato com Lula. “Estive sete anos no Senado, votei em 83% dos projetos do governo e estive com Lula na inauguração da BYD, fora isso uma vez que ele veio à Bahia, não tive nenhuma relação”, afirmou.

Segundo Coronel, ele diz sentir que havia uma espécie de bloqueio político para impedir uma aproximação dele com o presidente. O senador relatou que, durante o processo de mudança de partido, o então governador Rui Costa teria dito que marcaria uma conversa com Lula para tratar da situação. “Eu sentia que havia uma blindagem para que Ângelo Coronel não se aproximasse do governo Lula”, disse.

O candidato afirmou ainda que sempre manteve reuniões com Rui Costa e Jaques Wagner, mas separadamente. De acordo com ele, os contatos prometidos pelo Palácio do Planalto não chegaram a ser concretizados.

Coronel rejeita rótulo de traidor

Questionado sobre ser chamado de traidor após deixar o grupo governista, Coronel negou a acusação. Ele afirmou que tentou preservar o direito de disputar a reeleição ao Senado pela própria legenda, mas decidiu buscar outro caminho depois de perder espaço na composição da chapa.

“Não posso ser chamado de traidor porque, se eu tivesse aceitado ser vice ou indicado Diego para vice de Jerônimo, eu não seria traidor. A partir do momento em que me tiraram o direito constitucional de me reeleger, eu ainda cheguei a dizer que não me importava que Rui e Wagner saíssem, no caso de concorrerem ao Senado. Eu quero ter o direito de reeleição pela minha sigla, que eu ajudei a fundar na Bahia, e aí tive que procurar outro rumo”, afirmou.

Coronel disse estar tranquilo com a mudança de partido e declarou que não guarda mágoas dos antigos aliados. Ele também afirmou que o presidente do PSD havia condicionado a permanência da legenda na disputa à candidatura dele ao Senado.“Estou feliz, leve, tranquilo e sem mágoa de ninguém. Sempre o presidente do partido dizia que, se o PSD não tivesse candidatura e, se fosse Coronel, não fosse o candidato, nós romperíamos. Isso foi dito, eu tenho gravado”, declarou.

O senador afirmou que não mudou de lado, mas apenas seguiu a estratégia de continuar no Senado. “Eu não mudei de lado. Eu só estou seguindo a minha métrica de continuar senador. Sempre defendi minha manutenção a uma candidatura ao Senado. Não sou puro-sangue”, disse.

Confiança na reeleição

Ângelo Coronel afirmou estar confiante na própria reeleição e disse que lideranças políticas com as quais construiu relações ao longo da carreira já começaram a atuar na campanha. “Sei o que é política, tenho acompanhado. Estamos numa evolução bem crescente e sinto que as bases políticas, que fiz amizade ao longo da minha vida, começaram já a entrar em campo e estou muito confiante que me reelegerei a senador”, afirmou.

Ele reconheceu que os demais candidatos são competitivos, mas disse torcer pela vitória de João Roma, embora ressalte que sua prioridade é a própria candidatura. Coronel também atribuiu a confiança ao trabalho realizado no Senado em defesa dos municípios. “Lá atrás fiquei: ‘Poxa, será que vai dar para ir?’. Mas, pelo trabalho que fizemos no Senado em prol dos municípios, tenho certeza de que os frutos virão”, declarou.

Avaliação sobre Flávio Bolsonaro

Ao comentar a disputa presidencial, Coronel afirmou que percebe no país um desejo de mudança e citou o senador Flávio Bolsonaro (PL), com quem disse ter construído uma relação de amizade. “Flávio é um colega de Senado, criei laço de amizade. O que sinto no Brasil é uma ‘despeterização’. O brasileiro quer mudar”, afirmou.

Na avaliação do senador baiano, a competitividade de diferentes nomes nas pesquisas indica uma insatisfação com o cenário atual. Ele também disse acreditar que Flávio, caso chegue à Presidência, poderá buscar pessoas preparadas para auxiliá-lo na administração do país.“Flávio é um jovem que, se chegar a presidir o Brasil, vai tentar se cercar de pessoas capazes para auxiliá-lo. Ninguém nasce sabendo, ninguém tem obrigação de nascer e absorver a função de presidente sem primeiro chegar à vitória”, declarou.

Confira: