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Sakamoto critica foco do debate político no país: "Essa eleição foi sequestrada"

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Sakamoto critica foco do debate político no país: "Essa eleição foi sequestrada"

Para o cientista político, o excesso de cobertura sobre polêmicas e denúncias empurrou para segundo plano discussões essenciais para a população, como emprego, saúde e economia

Sakamoto critica foco do debate político no país: "Essa eleição foi sequestrada"

Foto: Reprodução/YouTube

Por: Metro1 no dia 23 de setembro de 2026 às 16:36

Atualizado: no dia 23 de setembro de 2026 às 17:09

Em entrevista ao Jornal da Cidade, nesta terça-feira (22), o cientista político e jornalista Leonardo Sakamoto fez uma dura crítica ao rumo da cobertura jornalística e do debate político no Brasil durante o período eleitoral. Para Sakamoto, o foco excessivo nas polêmicas envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e a partidarização das investigações acabaram deixando em segundo plano as discussões que realmente impactam a vida do cidadão.

"Essa eleição foi sequestrada. E eu acho que a mídia tem, como grande pautadora do debate público, essa responsabilidade. Não é ignorar coisas terríveis como a corrupção, que é terrível, é uma desgraça, mas também não é ignorar que tem uma eleição em curso", afirmou Sakamoto.

O analista argumentou que as reais preocupações do eleitorado — como economia, geração de empregos, regulação de apostas, qualidade da saúde e educação — estão sendo empurradas para longe dos holofotes.

"Eu não tenho dúvida nenhuma de que as pessoas querem saber o que vai ser das bets, das dívidas, do emprego, 'vou poder comprar mais coisas com o meu dinheiro ou não vou poder?'. A educação, a saúde dos meus filhos, vai ter fila no posto de saúde? Tudo isso ninguém tá discutindo", pontuou.

Sakamoto enfatizou que é possível e necessário cobrir as apurações de denúncias de corrupção sem deixar de lado o debate programático das eleições. Segundo ele, dar atenção exclusiva ao bate-boca político e aos escândalos prejudica a democracia e favorece apenas uma parcela dos candidatos.

"Dá para fazer as duas coisas, só que parece que algumas pessoas da mídia só têm interesse em uma coisa, o que beneficia quem tem menos proposta", completou.

Confira a entrevista na íntegra: