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Livro infantil propõe ensinar matemática a partir de referências africanas

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Livro infantil propõe ensinar matemática a partir de referências africanas

Em entrevista ao Metropole Mais, editor Dlaman Kobina destacou a importância de uma abordagem afroreferenciada e afetiva para aproximar crianças do conhecimento matemático

Livro infantil propõe ensinar matemática a partir de referências africanas

Foto: Fernanda Vilas/Metropress

Por: Metro1 no dia 23 de setembro de 2026 às 17:35

Atualizado: no dia 23 de setembro de 2026 às 17:47

O editor Dlaman Kobina afirma que é possível “pensar a matemática de um lugar afroreferenciado”. Em entrevista ao Metropole Mais desta quarta-feira (22), ele explicou como o livro Boamática, voltado para crianças, inclui o continente africano na história da matemática, que, segundo a autora Vanessa Balbina, tem origem na África.

Para Kobina, a obra propõe uma relação mais positiva com a disciplina, valorizando a afetividade e os vínculos em sala de aula. “A Boamática traz uma relação mais positiva com o conhecimento matemático, considerando a afetividade e os vínculos dentro da sala de aula para pensar o estudante como sujeito”, afirmou.

O livro apresenta uma “aventura” por artefatos matemáticos africanos e referências históricas. A leitura é indicada para estudantes do 3º ao 5º ano do Ensino Fundamental, e a obra será lançada na 28ª Bienal Internacional do Livro de São Paulo.

Além da narrativa, o material sugere atividades e três momentos de meditação. Kobina recomenda que, antes da leitura, as crianças explorem o formato, as cores e as imagens. Durante e após a história, podem identificar palavras e objetos desconhecidos e pesquisar sobre eles. Segundo o editor, o livro também pode estimular a exploração sensorial.

Kobina ainda destacou o combate à chamada “evasão matemática”, expressão que utiliza para se referir ao desinteresse crescente de jovens pela disciplina. “Quando pequenas, as crianças gostam de calcular, de se desafiar, de resolver situações-problema. Quando crescem, esse aprendizado torna-se mais complicado, e muitos desistem”, disse.

Confira a entrevista na íntegra: