Quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Faça parte do canal da Metropole no WhatsApp

Home

/

Notícias

/

Rádio Metropole

/

Bob Fernandes critica silêncio da grande mídia sobre novas denúncias contra Flávio Bolsonaro

Rádio Metropole

Bob Fernandes critica silêncio da grande mídia sobre novas denúncias contra Flávio Bolsonaro

Jornalista afirmou no Três Pontos desta quarta-feira (30) que revelações sobre festas, Rolex e suposto lobby deveriam receber atenção diante da candidatura de Flávio ao Planalto

Bob Fernandes critica silêncio da grande mídia sobre novas denúncias contra Flávio Bolsonaro

Foto: Reprodução/YouTube

Por: Metro1 no dia 30 de setembro de 2026 às 13:06

A pouca repercussão dada por grandes veículos às denúncias envolvendo o candidato à Presidência Flávio Bolsonaro foi criticada pelo jornalista Bob Fernandes durante participação no Três Pontos, da Rádio Metropole, nesta quarta-feira (30). Para ele, o caso deveria receber atenção justamente por envolver um presidenciável e acrescentar novas acusações a um histórico de controvérsias que acompanha o senador. Fernandes citou reportagem do PlatôBR sobre documentos, mensagens e registros atribuídos ao ex-sócio Alexandre Santini, que relatam festas com garotas de programa, despesas pessoais pagas por terceiros e um Rolex de R$ 305 mil.

“Hoje, de ontem para cá, o único jornal que tratou disso foi a Folha de São Paulo. hoje, com o seguinte título, e olha o título: ‘PT explora a reportagem que liga Flávio Bolsonaro a garotas de programa e Rolex, e candidato evita responder’. Quer dizer, a notícia é o PT explorando, não é o fato de alguém ter publicado e ter ficado o dia inteiro na capa e a capa capital publicou, e no YouTube isso andou rolando. Nenhum jornal achou que isso mereça notícia, uma nota. Nada, nenhum dos grandes”, disse.

As denúncias contra Flávio Bolsonaro

Fernandes afirmou que o conteúdo divulgado pelo PlatôBR ultrapassa uma questão relacionada à vida privada de Flávio Bolsonaro porque ele disputa a Presidência da República. Segundo a reportagem citada pelo jornalista, Santini teria reunido mensagens, documentos e outros registros durante o período em que foi sócio e amigo do senador. Entre os episódios mencionados estão encontros privados, pagamentos de despesas e a compra de um relógio de luxo por um advogado ligado ao círculo de Flávio.

“Isso tudo que é essa chamada mídia alternativa digital, ela depende das chamadas big techs. Para tirar um exemplo, a minha página no Twitter foi sequestrada, invadida, sequestrada. Entraram lá duas mil mensagens falsas e ficou três semanas fora do ar até que eu tivesse me referido ao escritório da democracia, que é o representante legal do X que não tem escritório no Brasil”, disse, ao comentar sobre as limitações que a mídia alternativa enfrenta nos últimos tempos.

Imprensa e algoritmos

Ao discutir a circulação das denúncias, Fernandes relacionou a repercussão do caso ao funcionamento das plataformas digitais e à seleção de conteúdos feita pelos algoritmos. Para o jornalista, veículos independentes dependem das grandes redes para alcançar o público, o que cria outra camada de controle sobre a visibilidade de determinados assuntos.

Fernandes questionou ainda a retirada em bloco de publicações e afirmou que a distribuição de informações pode ser alterada pelas plataformas. “Essas informações correm ou deixam de correr ao bel-prazer dos donos dos algoritmos. Que botam para dar mais ou botam para dar menos”, afirmou. O jornalista ainda defendeu que as acusações atribuídas a Santini deveriam ser consideradas dentro do contexto eleitoral e da candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.

Confira o programa na íntegra: