Rádio Metropole
Após reeleição, Jerônimo diz que ACM Neto vai "tirar a máscara" e apoiar Flávio Bolsonaro no 2º turno

Home
/
Notícias
/
Rádio Metropole
/
Wilson Gomes avalia que ACM Neto precisa rever estratégia após nova derrota na Bahia
Professor e cientista político afirmou que declaração do ex-prefeito de Salvador foi uma “má expressão” e defendeu revisão da estratégia eleitoral

Foto: Emanuelly Gonçalves/Metropress
O professor e cientista político Wilson Gomes avaliou como inadequada a declaração de ACM Neto (União Brasil) de que seria necessário primeiro mudar o Brasil para depois transformar a Bahia. Em entrevista ao Jornal da Bahia no Ar, da Rádio Metropole, nesta segunda-feira (5), Gomes afirmou que, para promover uma mudança política no estado, o ex-prefeito de Salvador precisa conquistar novamente os eleitores baianos.
“É uma má expressão. Afinal de contas, não dá para mudar de fora para dentro, precisa combinar com os baianos. Se você quer ganhar uma eleição e mudar politicamente de lugar, você precisa ganhar os votos. E para ganhar os votos, não é nessa perspectiva da ideia de vamos mudar o Brasil a partir dos Estados Unidos, de fato soa muito estranho”, afirmou.
Derrotas e estratégia eleitoral
Gomes também avaliou que ACM Neto precisa compreender as razões pelas quais o eleitorado baiano continua escolhendo o PT, especialmente após duas derrotas para Jerônimo Rodrigues. Para o cientista político, atribuir o resultado a características dos eleitores não contribui para explicar a diferença entre os candidatos.
“Para mudar a Bahia precisa ganhar a eleição na Bahia. Você precisa conhecer o estado, entender por qual razão as pessoas continuam votando no PT apesar de tudo durante esses anos e durante esse ciclo eleitoral tão grande. [...] Precisa entender onde você errou, a sua estratégia e tentar convencer as pessoas de que você é a melhor opção. Assim que acontece na democracia”, explicou.
O professor também afirmou que a diferença de cerca de um milhão de votos entre Jerônimo e ACM Neto não pode ser explicada apenas por episódios ocorridos no fim da campanha, como declarações consideradas ofensivas. Segundo Gomes, embora essas atitudes possam ter sido inadequadas, elas não seriam suficientes para justificar, isoladamente, o resultado das urnas.
“Um milhão de votos de diferença não se justifica porque o sujeito foi grosseiro ou fez piadinha ou foi ofensivo no final da campanha. É feio ter feito, mas não explica”, declarou.
Confira entrevista na íntegra:
📲 Clique aqui para fazer parte do novo canal da Metropole no WhatsApp.