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Bob Fernandes critica suspensão do canal de Lula e aponta influência das redes na disputa eleitoral
No programa Três Pontos desta quarta-feira (14), jornalista apontou possíveis desequilíbrios no ambiente digital e destacou a importância das ruas na disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro

Foto: Reprodução/YouTube
A influência das redes sociais na disputa entre Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Flávio Bolsonaro (PL), as diferenças no tratamento das candidaturas pela inteligência artificial da Meta e a suspensão do canal Exército do Lula pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, foram analisadas pelo jornalista Bob Fernandes no Três Pontos, da Rádio Metropole, nesta quarta-feira (14). Para ele, a mobilização de jovens nas ruas em apoio a Lula começa a enfrentar a influência digital e a paralisia provocada pelo medo, enquanto decisões judiciais e falhas nas plataformas levantam suspeitas de desequilíbrio na disputa.
“Essa campanha, a rua, os jovens nas ruas arrastando as pessoas estão provocando um choque na internet e nos atores que são decisivos nessa eleição, que são as redes sociais”, disse.
Redes sociais e tratamento desigual
Bob destacou a suspensão do “Exército do Lula”, canal criado pelo deputado André Janones que reúne mais de 4 milhões de seguidores no WhatsApp e mobiliza apoiadores na internet. O jornalista questionou a atuação de Nunes Marques, que determinou a retirada da página do ar após pedido da campanha de Flávio, e apontou que a medida ocorreu em meio à disputa sobre o alcance das redes de cada candidatura.
“Já enquanto isso, as páginas do Flávio Bolsonaro fazem o que quiserem”, afirmou. O comentarista também citou testes divulgados pelo Metro1 nos quais a inteligência artificial da Meta gerou imagens de campanha para Flávio, mas bloqueou pedidos semelhantes envolvendo Lula. A ferramenta reconheceu a inconsistência, enquanto o caso levantou questionamentos sobre a neutralidade dos sistemas digitais durante a eleição.
Jovens nas ruas contra a paralisia
O jornalista relacionou a disputa digital a um ecossistema internacional que, segundo ele, atua em eleições de diferentes países e direciona conteúdos a eleitores indecisos. Para Bob, a circulação de informações segmentadas pode ampliar o medo e dificultar a reação política, enquanto as manifestações presenciais ajudam a romper esse isolamento.
“Porque o que essas redes impõem é a paralisia, o medo”, declarou. Ele avaliou que a mobilização nas ruas pode mudar o cenário do segundo turno ao estimular a participação de quem acompanha a eleição apenas pelas telas. Bob também questionou os interesses políticos envolvidos nas decisões do TSE e afirmou que a disputa ultrapassa a propaganda tradicional.
Confira o programa na íntegra:
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