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"Educar, cuidar, brincar e socializar são os pilares da educação infantil"; diz coordenador do Programa Mais Infância
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"Educar, cuidar, brincar e socializar são os pilares da educação infantil"; diz coordenador do Programa Mais Infância
Iniciativa das Voluntárias Sociais da Bahia atende crianças de zero a cinco anos com doação de materiais didáticos e integração ao Bahia Sem Fome

Foto: Giuliana Farias/Metropress
A educação infantil tem quatro pilares: educar, cuidar, brincar e socializar. É o que explica o coordenador do programa “Mais Infância” na Bahia, Manoel Calazans, em entrevista ao Metropole Mais desta quarta-feira (14). A iniciativa é feita pelas Voluntárias Sociais da Bahia e busca fortalecer o processo de formação de crianças de zero a cinco anos. Por meio dela, creches comunitárias recebem doação de materiais didáticos e são integradas ao Bahia Sem Fome, projeto que garante a segurança alimentar de creches em vulnerabilidade social.
Calazans conta que creches comunitárias existem no estado desde 1970 e que geralmente pertencem às associações ou às lideranças de bairro: “Elas surgem nas casas de mulheres que, em cada bairro, começam a acolher crianças da vizinhança para que as mães possam trabalhar. Quando essa iniciativa se expande, ela dá lugar a uma creche comunitária” diz.
Mesmo assim, ele afirma que apenas 88% das crianças do estado cursam a educação infantil. O coordenador atribui esse número a uma diversidade de fatores: “Ainda é difícil, já que tem fatores familiares, religiosos e culturais envolvidos. Não é apenas uma questão de políticas públicas” afirmou. Ele defende ainda que o modelo de educação de outros países não se adapta às necessidades das crianças brasileiras, e não pode substituir o ensino nacional: “A partir de 4 anos, a criança precisa estar na escola. Não podemos achar que modelos de outros países funcionam aqui, como o homeschooling nos Estados Unidos, por exemplo”, sustentou.
Sobre as atividades que são exercidas durante o tempo na creche, Calazans destaca que é equivocado pensar que a criança “só brinca”, já que as atividades propostas são intencionais: “Brincar é essencial para a cognição. E ao propor as brincadeiras para cada idade, os professores estão prevendo um certo desenvolvimento que ela precisa atingir. Até temas mais sensíveis, como onde um adulto pode ou não tocar numa criança, exige uma técnica para ser abordado”, garantiu.
Confira a entrevista na íntegra:
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