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Cristina Serra classifica mobilização jovem nas eleições como “fato histórico” e compara com movimento 'Diretas Já'
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Cristina Serra classifica mobilização jovem nas eleições como “fato histórico” e compara com movimento 'Diretas Já'
Em entrevista ao Jornal da Cidade, a jornalista analisou a força da extrema-direita e destacou o caráter espontâneo dos protestos universitários após o primeiro turno

Foto: Reprodução/YouTube
Em entrevista concedida ao Jornal da Cidade, nesta quarta-feira (14), a jornalista Cristina Serra avaliou o panorama político do país após o primeiro turno das eleições, destacando tanto o crescimento da extrema-direita quanto a reação popular liderada por estudantes universitários.
Sobre o resultado das urnas e a nova composição do Legislativo, a jornalista sublinhou a força das novas dinâmicas digitais e a influência do cenário internacional no debate nacional.
"Esse uso massivo, pela extrema-direita, da máquina digital é uma coisa nova a escala que ela tomou agora é de fato inédita", afirmou. Ela também comentou a presença da extrema-direita no cenário político: "A extrema-direita no Brasil é uma força que eu acho que veio para ficar, ela não vai embora tão cedo. O que a gente pode talvez tentar fazer é tentar minimizá-la. Mas realmente o alcance que ela teve agora nessa eleição para o Congresso foi uma coisa que me surpreendeu", declarou.
Apesar do tom de preocupação com o avanço conservador, Cristina Serra apontou um sinal de esperança nas ruas, impulsionado pela juventude após a divulgação dos resultados do primeiro turno. "A juventude imediatamente se mobilizou, tomou as ruas, estudantes de universidades, e isso tem levado a manifestações gigantescas que eu não via desde o movimento das Diretas Já", relembrou.
A jornalista fez questão de diferenciar a atual mobilização daquela observada nos anos 1980, destacando que o movimento atual surge de forma orgânica e sem o apoio direto de grandes figuras políticas regionais. "Dessa vez, o que a gente está vendo é um movimento democrático de massa, porém de outra natureza nasceu de um movimento espontâneo de estudantes universitários preocupados com esse resultado das eleições de primeiro turno, sem ter grandes autoridades por trás", analisou.
Por fim, ela concluiu reforçando o impacto do movimento para a democracia brasileira: "Nós estamos diante de um momento histórico de retomada de movimentações, de mobilizações democráticas como a gente não via há muitos anos no Brasil, e isso é digno de nota, de estudo. Eu considero desde já um fato histórico", finalizou.
Confira na íntegra:
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