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Márcia Tiburi critica identificação com líderes autoritários e alerta para cenário político

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Márcia Tiburi critica identificação com líderes autoritários e alerta para cenário político

Em entrevista ao Jornal da Cidade, filósofa falou sobre angústia diante do momento político brasileiro, uso de símbolos ligados à violência histórica e necessidade de resistência

Márcia Tiburi critica identificação com líderes autoritários e alerta para cenário político

Foto: Divulgação/Sesc-SP

Por: Metro1 no dia 20 de outubro de 2026 às 19:00

A filósofa e escritora Márcia Tiburi afirmou que o atual cenário político brasileiro provoca angústia e exige atenção da sociedade. Em entrevista ao Jornal da Cidade, da Rádio Metropole, nesta terça-feira (20), ela analisou comportamentos sociais que, na avaliação dela, refletem a identificação de parte da população com figuras autoritárias, além do uso de símbolos que remetem a episódios de violência histórica.

“Eu acho que qualquer brasileiro, qualquer brasileira que viva dentro de um quadro de sanidade mental, percebendo o que tá acontecendo no Brasil nesse momento, se sente realmente angustiado”, declarou.

Autora do livro Como Conversar com um Fascista, Tiburi afirmou que estuda o fascismo há cerca de uma década e que os acontecimentos recentes não a surpreendem. Ao abordar a adesão de determinados grupos a lideranças autoritárias, ela mencionou o conceito psicanalítico de identificação com o agressor.

“É auto ódio ou aquilo que os psicanalistas chamam de identificação com o agressor. Então eles se identificam com o Bolsonaro, com o Donald Trump, pedem inclusive para serem então bombardeados”, disse.

A filósofa também criticou manifestações políticas marcadas pelo uso de símbolos associados à violência. Ao comentar o episódio de um político que comemorou a votação com um chicote, Tiburi chamou atenção para o impacto dessas imagens sobre grupos historicamente vitimados pela escravidão.

“Comemorou a sua votação usando um chicote, que é um instrumento de uma memória que produz gatilhos em pessoas que afrodescendentes, por exemplo, que tem um histórico de escravização que são vítimas dessa história”, afirmou.

Ao tratar da continuidade da disputa política, Tiburi defendeu a manutenção da mobilização e da resistência, independentemente do resultado eleitoral. Para ela, a conscientização sobre o avanço do autoritarismo e a influência das milícias permanece necessária para enfrentar os desafios políticos do país.

Confira na íntegra: