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“O prazer do brasileiro hoje é pagar boleto, mas deveria ser investir”; avalia economista

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“O prazer do brasileiro hoje é pagar boleto, mas deveria ser investir”; avalia economista

Jaqueline Oliveira acredita que investir é o melhor caminho e que o endividamento pode vir da vontade de exibir um padrão de vida fora da própria realidade

“O prazer do brasileiro hoje é pagar boleto, mas deveria ser investir”; avalia economista

Foto: Reprodução/Youtube/Portal Metro1

Por: Metro1 no dia 22 de outubro de 2026 às 17:50

“O prazer do brasileiro hoje é pagar boleto”, é o que afirma a economista e perita financeira Jaqueline Oliveira. Em entrevista ao Metropole Mais desta quinta-feira (22), ela explicou o porquê de ser tão difícil guardar dinheiro e compartilhou métodos que podem auxiliar na organização financeira dos ouvintes da radinha. 

A profissional esclareceu que, enquanto perita, seu papel é investigar pontos positivos e negativos de um contrato, além de analisar contas bancárias para que fique claro quais são os direitos e deveres daquele consumidor.

Oliveira identifica que uma das causas de endividamento é quando o indivíduo quer mostrar ter um padrão de vida acima do que de fato tem: “Estamos vivendo numa era de status, queremos mostrar algo que não corresponde a nossa conta bancária”, disse. 

A profissional defende que, tão importante quanto gastar dinheiro, é ter algum investimento para fazer uma certa quantia render: “O prazer do brasileiro hoje é pagar boleto, mas deveria ser ver o dinheiro rendendo”. Ela recomenda que é preciso “adotar uma mentalidade de investidor”, e que o primeiro passo seria a abertura de uma poupança para quitar as dívidas pendentes, e só então abrir investimentos. 

A economista sustenta ainda que “o padrão de vida não pode ser maior que a renda”. Ela diz: “Ao receber o dinheiro, sua preocupação é com você. Primeiro, vamos guardar, depois pagar as contas”. Para ela, buscar outras fontes de renda, quando a renda mensal é um salário mínimo, é uma estratégia inteligente, que ajuda o consumidor a se livrar do “sufoco” no fim do mês, mas reforça: “Não é uma questão de quanto você ganha, é uma questão de comportamento”. 

Confira a entrevista na íntegra: