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Marcos Coimbra avalia empate técnico projetado pelas pesquisas entre Lula e Flávio
Presidente do Vox Populi afirma que diferenças dentro da margem de erro indicam empate e destaca possibilidade de mudanças até a votação

Foto: Metropress
O sociólogo Marcos Coimbra, presidente do instituto Vox Populi, avaliou o cenário das pesquisas eleitorais para o segundo turno da eleição presidencial durante entrevista ao Jornal da Cidade, programa da Rádio Metropole apresentado por Casemiro Neto, nesta quinta-feira (22).
Durante a conversa, Coimbra foi questionado sobre o índice de acertos das pesquisas, que vêm apresentando resultados semelhantes e, na maioria dos levantamentos, apontam Flávio Bolsonaro à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Segundo o sociólogo, quando a diferença entre os candidatos está dentro da margem de erro, não é possível afirmar que um deles esteja efetivamente na frente.
“Ora, acertos e erros. Quando você tem um resultado como esse, de um ponto, um ponto e meio, olha lá, não dá para definir com segurança. As pesquisas estão identificando o mesmo cenário. Agora, exatamente qual o que daí se deduz em termos preditivos, é impossível responder com segurança. Faz parte da própria atividade da pesquisa a existência de uma coisa chamada margem de erro e, quando você está, como agora, num nível tão próximo de resultado, o que a gente pode dizer é que qualquer número que varie, estão igualmente previstos pela pesquisa.”
Coimbra explicou que uma diferença de apenas um ponto percentual não representa, necessariamente, vantagem de um candidato sobre o outro.“Quando o resultado, por exemplo, é 47 a 46, quer dizer que os dois estão empatados, não quer dizer que tem um ponto de vantagem. Não tem, vamos dizer assim, segurança pra você dizer que aquele candidato que tem um ponto, que é menos do que a margem de erro, você não pode dizer que ele está na frente. O certo é dizer: existe um empate.”
Fatos novos podem mudar cenário
Durante a entrevista, o sociólogo também foi questionado sobre a possibilidade de um fato de grande repercussão alterar o cenário eleitoral nos últimos dias antes da votação. Na pergunta, foi citada a denúncia envolvendo o senador Flávio Bolsonaro e relações financeiras com o empresário Daniel Vorcaro, do Banco Master. Coimbra afirmou que um novo acontecimento pode influenciar o resultado quando a diferença entre os candidatos é pequena.
“Provavelmente sim, quando a diferença é tão pequena. Mesmo que a proporção de pessoas afetadas por essa informação nova seja suficiente, esse número de pessoas é suficiente para alterar o resultado. Se você tem duas pessoas que estão empatadas, dois corredores que estão correndo exatamente na mesma distância do ponto de chegada, se qualquer coisa que aconteça no caminho [...] Quando fecharem as urnas no domingo, qualquer coisa que aconteça pode decretar a vitória de um ou de outro. É isso que a pesquisa está dizendo.”
Confira entrevista completa:
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