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Incidência de doença falciforme na Bahia é devido à prevalência da condição em pessoas negras, diz bioquímica
Ela ressaltou que, por conta da miscigenação, as pessoas com fenótipos brancos também podem ter a doença

Foto: Metropress/Giuliana Farias
A bioquímica e farmacêutica Marilda de Souza afirmou, em entrevista ao Metropole Saúde desta terça-feira (3), que a incidência de casos de doença falciforme na Bahia é devido à grande população negra que há no estado. Segundo a profissional, a característica foi trazida ao Brasil a partir da vinda dos povos africanos, que possuíam a hemoglobina S, presente na doença falciforme.
"Essa hemoglobina foi trazida na diáspora africana, essa vinda forçada de indivíduos da África. Tanto que, na África Subsaariana, nós temos uma prevalência elevada da doença falciforme e também do gene da hemoglobina S. Nós temos uma história muito grande com a África. A Bahia é um estado onde temos uma grande maioria de indivíduos afrodescendentes e isso congrega com algumas doenças que são inerentes de indivíduos da população negra", disse.
Apesar de destacar a prevalência em negros, Marilda esclareceu que a Bahia tem uma miscigenação grande, portanto, indivíduos com fenótipos de brancos também podem ter a doença. "Isso não exclui que pessoas nesse fenótipo [brancos] têm a doença falciforme", completou.
Confira a entrevista na íntegra:
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