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Aos Fatos: Três Pontos, midterms nos EUA e vitória democrata

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"O bolsonarismo está fora do jogo democrático”, diz jornalista do ICL Notícias
André Uzeda avalia que derrota de Trump nas midterms isola a extrema-direita na América Latina, vê crise de liderança na família Bolsonaro e defende que Lula mobilize as ruas para pressionar o Congresso

Foto: Reprodução/Youtube/Portal Metro1/Qualidade ampliada com inteligência artificial
“O bolsonarismo está fora do jogo democrático”, é o que acredita André Uzeda, jornalista investigativo do ICL Notícias. Em entrevista ao Jornal da Cidade desta quarta-feira (4), ele comentou a recente derrota do presidente norte-americano Donald Trump nas eleições legislativas de meio mandato e compartilhou projeções para o quarto mandato do presidente reeleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
As eleições de meio mandato (midterms) nos Estados Unidos indicou uma derrota significativa do de Trump no Poder Legislativo. Uzeda considera que o presidente perdeu alianças preciosas da extrema-direita na América Latina: “A vitória de Lula no Brasil e o mandato de Claudia Sheinbaum, no México significam que as duas maiores economias do continente estão fora do espectro Trump. E agora, internamente, a agenda anti-Trump está tomando espaço”, disse.
Para o jornalista, projetos de direita e de esquerda são fundamentais para a democracia, já que mantêm a alternância de poder. No Brasil, porém, ele considera que o que é defendido pelo bolsonarismo não corresponde a esse cenário: “O bolsonarismo tá fora do jogo democrático. Eles impulsionam outros discursos que eliminam a possibilidade de uma disputa democrática. Desde que Jair Bolsonaro se elegeu, a luta sempre é pela garantia de direitos e preservação da Constituição Federal, que inclusive foi alvo do primeiro ataque proferido por Flávio Bolsonaro após ganhar o primeiro turno”, relembrou.
Uzeda considera que o bolsonarismo está vivendo um momento “crítico”, com as maiores lideranças impossibilitadas: “Jair está preso, Eduardo e Flávio estão nos Estados Unidos, Carlos e Jair Renan, ao meu ver, não tem uma cognição que permite que liderem grandes processos e a Michele não é considerada uma bolsonaro legítima”. Dentro desse cenário, ele projeta que há uma crise da família para voltar à frente do legado de capital político.
Outros nomes da extrema-esquerda são previstos pelo profissional para “desarticular” o clã Bolsonaro e herdar o voto extremista: Tarcísio de Freitas, Sérgio Moro, Nikolas Ferreira e, recentemente, Lucas Pavanato.
A respeito das eleições de 2026, Uzeda considera que o Exército do Lula, canal no WhatsApp criado pelo deputado André Janones (Rede), foi responsável por decidir a eleição: “Isso pra mim não é uma grande novidade, já que em 2022 ele havia feito a mesma coisa. Novidade para mim foram os movimentos de rua. A esquerda voltou a ocupar esse espaço”, avaliou.
Com a composição do Congresso Nacional que foi eleita, o jornalista acredita que governar será difícil, mas que é possível fazer negociações, principalmente com o centrão. Ele destaca, no entanto, que a mobilização do povo pode ser útil para pressionar deputados e senadores em pautas que interessem a agenda de Lula: “Ao invés de um Ministério dos Idosos, deveria ter um Ministério das Ruas. E se o Congresso disser que não vai passar, ele chama o povo para a rua. Foi assim que ele aprovou o fim da escala 6x1. É preciso fazer comunicação direta e mobilizar o povo”, destacou.
Confira a entrevista na íntegra:
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