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Saúde

'Instituto Vencer o Câncer': oncologista defende oferta de melhor informação possível para a população

Médico Fernando Maluf citou 'abismos enormes entre a medicina privada e a medicina do SUS' e apontou iniciativas para se discutir políticas públicas

['Instituto Vencer o Câncer': oncologista defende oferta de melhor informação possível para a população]
Foto : Metropress

Por Matheus Simoni no dia 11 de Janeiro de 2021 ⋅ 09:02

O médico Fernando Maluf, oncologista e fundador do Instituto Vencer o Câncer, comentou a importância de se discutir o assunto e buscar informar a população sobre a doença que, todo ano, registra 600 mil casos no Brasil e 20 milhões de casos novos no mundo. Em entrevista a Nardele Gomes na Rádio Metrópole hoje (11), durante o Jornal da Bahia no Ar, ele falou que a meta do instituto é difundir conhecimento para a população.

"O instituto foi criado há seis anos atrás para ser a maior fonte de informação, tanto do ponto de vista de prevenção, diagnóstico e tratamento do câncer em nosso país, colocando as informações mais atualizadas e perspectiva em termos de horizonte de projetos de pesquisa, envolvendo a área de câncer. A ideia do instituto é oferecer à população como um todo, independente da classe social, do estado e da cidade, a melhor informação possível. Como se fosse um consultório de experts", pontuou. 

Ainda segundo Maluf, o Vencer o Câncer também tem como objetivo discutir políticas públicas para a saúde como um todo no país. "É um instituto muito envolvido em políticas públicas. A gente entende que tem um espaço muito grande para melhorar o cuidado ao paciente oncológico no país. A gente sabe que tem abismos enormes entre a medicina privada e a medicina do SUS. O SUS tem partes que são boas, mas tem partes, como a área de oncologia, que envolvem alta tecnologia e grandes investimentos que acabam mostrando carências importantes que refletem num atendimento que não é o ideal", afirmou o especialista.

Fernando Maluf também apresentou dados sobre as maiores incidências de câncer entre mulheres e homens. "Nem sempre a mortalidade, dependendo da doença e dependendo do país, vem sendo reduzida como a gente gostaria. Um dos tumores mais comuns na mulher é o câncer de mama. A gente sabe que uma mulher que tem câncer de mama vem de oito a dez mulheres saudáveis. O segundo mais comum é o de pulmão, o terceiro de intestino e o quarto é de colo de útero. No Norte, este é o de causa número um e no Nordeste é a causa de número dois. É um tumor que, teoricamente, não deveria nem existir. Se a vacina fosse implementada adequadamente, a gente nem teria mais câncer de colo de útero no país", disse.

"Já no homem, o câncer número um é o de próstata. De cada seis homens, um vai ter durante a vida. O câncer de pulmão, assim como na mulher, é o de número dois e o de número três é o de intestino. O quarto, no homem, é o de estômago, causado por uma bactéria. O número que temos hoje no país é de 600 mil casos novos por ano de câncer no Brasil e 20 milhões de casos novos por ano", acrescentou o oncologista.

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