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Saúde

Bióloga explica riscos de atraso entre doses de vacina contra a Covid-19

Para Natália Pasternak, questão é mais técnica do que prática e cita reforço para segunda dosagem do imunizante

[Bióloga explica riscos de atraso entre doses de vacina contra a Covid-19]
Foto : Metropress

Por Matheus Simoni no dia 28 de Janeiro de 2021 ⋅ 15:08

A bióloga e pesquisadora Natália Pasternak comentou o risco de atraso entre a aplicação de doses das vacinas contra a Covid-19. Em entrevista a Mário Kertész e Malu Fontes hoje (28), durante o Jornal da Metrópole no Ar da Rádio Metrópole, ela afirmou que a questão é mais prática do que técnica e que é garantido o processo imunológico de quem é vacinado. "Não tem problema técnico em relação à eficácia da vacina e você atrasar o reforço e segunda dose. A vacina não perde validade e eficácia, vai ter a mesma resposta imune. Não tem problema se vai ser feito reforço em 21, 28 ou 40 dias. A questão técnica é tranquila, mas tem uma questão prática", declarou a especialista. 

"Quanto mais você afasta as doses, maior a janela onde você tem uma grande quantidade de pessoas com uma dose só. Com uma dose só, a gente não sabe o quanto ela protege. A gente não tem esse dado e nunca foi estudado. Estudamos duas e sabemos a eficácia dessas duas doses. As pessoas precisam tomar essas duas doses e não é uma opção ficar sem essa segunda dose", afirmou Pasternak.

A bióloga também esclareceu as dúvidas sobre a eficácia da vacina em idosos com mais de 65 anos. Na Alemanha, autoridades sanitárias recomendaram que idosos com mais de 65 anos não fossem imunizados com a vacina desenvolvida pela Astrazeneca/Universidade de Oxford por conta da baixa eficácia. Segundo ela, não há risco na imunização e os dados ainda são pouco conhecidos. 

"Não tem nenhuma informação científica. A vacina da Astrazeneca tem poucos dados de eficácia em idosos porque poucos idosos foram incluídos no teste clínico. Isso aconteceu também com a Coronavac. Isso é normal, a população mais fácil de testar era a de 18 a 55 anos. Agora o pessoal começa a testar a eficácia em populações mais idosas. A única vacina que testou em populações foi a Pfizer, acho que a Moderna também, mas é normal não ter dados mais robustos para esta população", declarou. 

"Isso não quer dizer que não vai funcionar, só quer dizer que a gente não tem dados robustos quanto a isso, mas a gente vai aplicar em idosos porque são o grupo de risco e precisam receber essa vacina o mais rápido o possível", explicou a especialista.

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