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Saúde

Badaró nega defesa por tratamento precoce: 'Eu não dou opinião, eu faço ciência'

Cientista e infectologista aponta evidências científicas que possibilitam análise sobre medicamentos contra a Covid-19

[Badaró nega defesa por tratamento precoce: 'Eu não dou opinião, eu faço ciência']
Foto : Metropress

Por Matheus Simoni no dia 10 de Março de 2021 ⋅ 08:16

O médico infectologista, professor e cientista Roberto Badaró negou que tenha feito comentários na Rádio Metrópole sobre uma suposta defesa ao tratamento precoce contra a Covid-19. Em entrevista a Mário Kertész hoje (10) no Bom Dia com Mário Kertész, o especialista declarou que nunca emitiu opinião sobre a doença e que somente aponta evidências científicas do que trata do coronavírus.

"Opinião não é ciência. Eu me propus aqui a trazer, em linguagem popular para o público, o que a ciência está produzindo. Ciência é demonstração com metodologias específicas, classificadas por níveis de evidências. Em um dos programas, traduzi em linguagem popular para os ouvintes, o que é uma evidência científica. Quando a ciência diz que uma evidência é um A, significa que a probabilidade daquele resultado ser diferente ou não ser verdadeiro é de 0,0001%. Essas evidências vão tendo um significado de maior força se um tipo de trabalho publicado não obedeceu, não foi disponível ou permissível de ser realizado, onde há uma metodologia que compara o placebo de alguém que não recebeu o remédio com o que recebeu o remédio", disse Badaró.

Dr. Badaró também apontou a existência de "parcialidade" nas análises de cientistas que abordam a Covid-19 durante a pandemia. "O que está acontecendo com a ciência da Covid é um crescimento exponencial de novos cientistas que, se examinarmos os seus currículos, não vamos encontrar meia dúzia de trabalhos publicados. Em Covid, com certeza nenhum. Eles omitem opiniões. Nunca emiti opinião aqui. Eu sempre trouxe a revista ou o periódico, analisei o trabalho científico com a devida citação do tipo científico que foi publicado", disse o médico.

"Já publiquei atualmente cinco trabalhos científicos com Covid, oriento duas teses de doutorados e uma de mestrado onde o tema é a Covid-19. Tenho mais de 200 trabalhos científicos publicados em periódicos internacionais de elevado índice de impacto. Eu figuro entre cientistas mais citados nas área de doenças infecciosas do mundo. Eu não dou opinião, eu faço ciência", acrescentou. 

Badaró voltou a falar da utilização de medicamentos para tratamento da Covid-19 em pacientes mais graves e afirmou que há um estudo em curso sobre a eficácia da ivermectina. "Opinião não é ciência, nunca dei opinião sobre ivermectina, hidroxicloroquina ou colchicina', além de outras drogas que estão sendo utilizadas no tratamento e prevenção da Covid-19. Enviei ontem uma metanálise que é considerada de forte evidência científica sobre o uso de ivermectina no tratamento de prevenção da doença grave em pessoas com risco de infecção pelo vírus da Covid. É tão importante a dinâmica desse conhecimento que existe um grupo de cientistas que analisa constantemente o papel da ivermectina no tratamento da Covid", disse o infectologista.

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