Sábado, 13 de agosto de 2022

Saúde

"É possível ter Covid de modo recorrente", alerta infectologista Celso Granato

Em entrevista à Rádio Metropole o médico falou ainda sobre a vacina contra Covid, herpes-zoster e varíola dos macacos

"É possível ter Covid de modo recorrente", alerta infectologista Celso Granato

Foto: Reprodução

Por: Metro1 no dia 27 de junho de 2022 às 16:58

"Os hospitais estão sendo obrigados a abrir novas vagas de internação, enfermaria e UTI", diz o medico infectologista e diretor clínico do Grupo Fleury, Celso Granato, sobre o aumento no número de casos da Covid nos últimos dias. "Entendemos que há uma redução dos casos graves, mas com o aumento do contágio, casos graves também aumentam proporcionalmente", argumenta o médico ao Metropole Saúde, na Rádio Metropole.

Dr.Celso Granato faz um alerta ainda às mutações do coronavírus. "O vírus precisa, obrigatoriamente, entrar numa célula. Eles estavam acostumados a entrar uma célula de morcego e ele agora precisou aprender a entrar numa célula de ser humano, por isso tantas variantes e cepas. Nesse processo, ele gostava muito de entrar em células do pulmão, mas como foi modificando essa chave que ele usa para entrar na célula humana começou a acometer mais as células da garganta. A adaptação foi benéfica porque para nós é melhor ter uma faringite uma amigdalite do que ter uma pneumonia. Outro desdobramento dessa modificação é que agora se pode ter a doença de modo recorrente, nós estamos observando pessoas que tiveram Covid em fevereiro e agora em maio já tiveram de novo, inclusive com uma apresentação clínica diferente. O que dificulta também a identificação", diz.

O médico infectologista comentou também sobre a herpes-zóster (cobreiro). O alto custo da vacina contra a doença, recomendada a partir dos 50 anos, ainda é um fator que dificulta o acesso. Na prática, qualquer indivíduo que teve catapora ou contato com o seu causador, o vírus varicela zóster, pode em algum momento ter herpes zóster.

"Herpes-zoster causa catapora uma doença em que muitos de nós tivemos na infância, aqui no Brasil ainda é muito comum nessa faixa etária. Depois que você tem, ele nunca mais sai do nosso organismo. Fica morando em alguns dos nossos nervos. Quando o indivíduo fica mais velho, na faixa dos 60, 70, 80 anos a nossa imunidade vai caindo em função da idade e esse vírus pode voltar a se multiplicar. Então ele causa uma doença que na maior parte do Brasil é conhecida como cobreiro que é um vergão vermelho cheio de bolinhas parece um pouco com a catapora mas é uma catapora mais localizada que pode dar entre as costelas, atrás da perna, pode ser que ele dê no rosto e eventualmente dá nos olhos, e dói muito. É importante alertar que existe vacina. 

Confira a entrevista completa: 

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