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Segunda-feira, 04 de março de 2024

Saúde

São Paulo registra aumento de 140% de casos de Covid em duas semanas; especialistas temem índices pós-Carnaval

Apesar do aumento, não se espera uma emergência de saúde pública, com a alta taxa de vacinação os sintomas são cada vez mais leves

São Paulo registra aumento de 140% de casos de Covid em duas semanas; especialistas temem índices pós-Carnaval

Foto: Divulgação/Rovena Rosa/Agência Brasil

Por: Metro1 no dia 12 de fevereiro de 2024 às 10:00

A plataforma “SP Covid-19 Infotracker”, criada por pesquisadores da USP (Universidade de São Paulo) e da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), fez uma análise inédita que mostrou que a capital paulista registrou um aumento de 140% de casos positivos de Covid em duas semanas. O avanço da contaminação preocupa especialistas, que temem uma explosão de casos após os festejos de Carnaval, onde existe uma grande aglomeração de pessoas em todo o país.

O último dado disponível no painel da Secretaria Municipal da Saúde, mostra que a média móvel semanal saiu de 168 casos, no dia 21 de janeiro, para 404 no dia 4 de fevereiro. Relacionado ao mês de dezembro de 2023, o aumento é ainda maior: 344%. 

De acordo com Wallace Casaca, coordenador da plataforma Infotracker, existe um aumento consistente de casos desde o final do ano passado. Os dados disponíveis não indicam alta de internações ou mortes.

"A gente espera um pico de casos de Covid nas próximas semanas. Bem menor, bem menos grave do que vimos em anos anteriores, devido à vacinação, mas teremos um boom, sem dúvida."

Mesmo que a Covid não seja mais uma emergência de saúde desde 2023, e, com a alta taxa de vacinação, pacientes com a doença têm sintomas cada vez mais leves, parecidos com uma gripe ou sinusite, o Ministério da Saúde diz que o protocolo a ser seguido permanece o mesmo.

Segundo a nota mais recente da pasta, medidas como isolamento, uso de máscaras e higienização sanitária seguem importantes: “Principalmente para aquelas pessoas em maior risco para desenvolver doença grave, e para reduzir as chances do desenvolvimento de condições pós-Covid com cada nova infecção", diz trecho da nota.