Faça parte do canal da Metropole no WhatsApp >>

Domingo, 26 de maio de 2024

Home

/

Notícias

/

Saúde

/

Opas faz alerta para coberturas vacinais nas Américas; possível surto de sarampo preocupa especialistas

Saúde

Opas faz alerta para coberturas vacinais nas Américas; possível surto de sarampo preocupa especialistas

A cobertura da segunda dose da tríplice viral no Brasil tem avançado, mas atingiu apenas 70% da população

Opas faz alerta para coberturas vacinais nas Américas; possível surto de sarampo preocupa especialistas

Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil

Por: Metro1 no dia 18 de abril de 2024 às 17:54

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) fez um alerta, nesta quinta-feira (18), para a queda das coberturas vacinais nos países das Américas. A maior preocupação é com a possibilidade de um surto de sarampo. 

“A imunização contra o sarampo está em níveis perigosamente baixos, ainda mais considerando a natureza muito contagiosa deste vírus. Bolsões de pessoas vulneráveis ao vírus estão sendo mantidos, o que, caso a cobertura não avance adequadamente, pode levar a surtos da doença”, declarou Jarbas Barbosa, diretor da Opas, durante coletiva de imprensa on-line.

A recomendação da organização é que os países realizem ações mais ativas nas regiões geográficas e entre os extratos populacionais que concentram a maior quantidade de pessoas não-imunizadas. “Nós temos as vacinas, mas elas não estão chegando nos braços das pessoas. Precisamos que os postos de saúde funcionem em horários especiais e aos fins de semana, que sejam feitas ações nas escolas”, completa Daniel Salas, gerente executivo do Programa Especial Integral de Imunização da Opas.

Quando se trata do Brasil, a tríplice viral é a vacina que protege contra o sarampo, rubéola e caxumba. A distribuição é feita gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS). A cobertura de segunda dose tem avançado, mas continua em cerca de 70% da população.

“Um desafio especial para países grandes como o Brasil é alcançar uma imunização igualitária entre seus estados e municípios. O país tem buscado nos últimos anos fazer campanhas de vacinação para chamar a atenção para importância da vacina, mas é preciso um esforço continuado e altos índices de vacinação por pelo menos quatro anos para nos sentirmos mais seguros”, ressaltou Jarbas.