Quinta-feira, 30 de abril de 2026

Faça parte do canal da Metropole no WhatsApp

Home

/

Notícias

/

Saúde

/

Novo medicamento contra enjoo de movimento é aprovado nos EUA

Saúde

Novo medicamento contra enjoo de movimento é aprovado nos EUA

Eficácia é de até 70% contra náuseas e vômitos em testes clínicos e deve chegar às farmácias nos próximos meses

Novo medicamento contra enjoo de movimento é aprovado nos EUA

Foto: Reprodução/Canva Imagens

Por: Metro1 no dia 31 de dezembro de 2025 às 16:00

A Food and Drug Administration (FDA), agência reguladora de medicamentos dos Estados Unidos, aprovou nesta terça-feira (30) um novo medicamento para o tratamento da cinetose, conhecida como enjoo do movimento. A condição provoca sintomas como náusea, tontura, mal-estar e vômitos durante deslocamentos de carro, avião, barco ou trem.

Produzido pela biofarmacêutica norte-americana Vanda Pharmaceuticals, o remédio será comercializado com o nome Nereus. Ainda não há previsão para aprovação ou comercialização do medicamento no Brasil.

Antes da liberação, o Nereus passou por três estudos clínicos para comprovar a eficácia. Dois dos testes foram realizados em embarcações. Neles, a incidência de vômitos entre os pacientes que utilizaram o medicamento variou entre 18,3% e 19,5%, enquanto no grupo placebo os índices ficaram entre 37,7% e 44,3%. Os resultados indicaram eficácia entre 50% e 70% contra os sintomas do enjoo do movimento.

A expectativa é que o Nereus esteja disponível nas farmácias dos Estados Unidos nos próximos meses.

Como o medicamento age

A cinetose ocorre quando há conflito entre as informações captadas pelos olhos e pelo ouvido interno, o labirinto, responsável pelo equilíbrio. Essa discrepância envia sinais confusos ao cérebro, que libera substâncias capazes de ativar os receptores NK-1, associados a náuseas e vômitos.

O Nereus atua bloqueando a ativação desses receptores. Após a ingestão oral, o medicamento se liga aos NK-1 e impede a resposta responsável pelos sintomas.

Estimativas indicam que entre 25% e 30% dos adultos convivem com o enjoo do movimento, que, em casos mais graves, pode ocorrer até em deslocamentos simples e comprometer a qualidade de vida.