
Saúde
Ministério da Saúde rejeita parceria para produção nacional da vacina contra a dengue
Proposta da Fiocruz com a farmacêutica Takeda não atendeu a critérios do programa de desenvolvimento produtivo

Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil
O Ministério da Saúde reprovou a proposta de Parceria para o Desenvolvimento Produtivo (PDP) apresentada pelo laboratório Bio-Manguinhos, da Fiocruz, em conjunto com a farmacêutica Takeda Pharma, para a produção nacional da vacina contra a dengue.
Em nota, a pasta informou que o projeto não cumpriu requisitos mínimos exigidos para participação no programa. Segundo o ministério, a parceria não garantia o acesso integral à tecnologia de produção do Insumo Farmacêutico Ativo (IFA), o que inviabilizaria a fabricação do imunizante no Brasil. Ainda de acordo com o órgão, não houve recurso contra a decisão.
A vacina Qdenga, produzida pela Takeda, é atualmente utilizada pelo Sistema Único de Saúde (SUS) em jovens de 10 a 14 anos, com esquema de duas doses. A produção nacional permitiria a ampliação da vacinação para outras faixas etárias.
A Takeda afirmou que, do ponto de vista técnico, esteve preparada e disposta a viabilizar a parceria, segundo informações do Folha de S. Paulo. A empresa declarou ainda que segue aberta ao diálogo com o Ministério da Saúde e o Governo Federal para contribuir com soluções que ampliem o acesso à vacina e fortaleçam a capacidade nacional de imunização.
Em junho de 2024, a Fiocruz havia informado que operava no limite da capacidade e que dependia da construção de uma nova fábrica para atender à demanda do SUS pela vacina contra a dengue. À época, a fundação alertou que a produção do imunizante da Takeda poderia exigir a redução ou interrupção de outras vacinas do Programa Nacional de Imunizações ou destinadas a agências das Nações Unidas, o que poderia impactar o controle de doenças e até elevar o número de casos e óbitos.
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